Lisbon Green Valley: a sustentabilidade ambiental através da construção

Lisbon Green Valley: a sustentabilidade ambiental através da construção

Através de um princípio orientador de sustentabilidade ambiental, a que se junta a construção arquitetónica mais avançada dos últimos anos, o Lisbon Green Valley é o mais recente projeto imobiliário de expansão do Belas Clube de Campo.

Num investimento que ronda os 100 milhões de euros, o projeto do Grupo André Jordan, localizado a cerca de 15 minutos do centro de Lisboa, apresenta-se com uma oferta diversificada de 366 unidades distribuídas por townhouses, apartamentos e lotes para moradias. O elo de ligação entre a oferta é semelhante: casas que apresentam um desempenho ambiental superior em 90% a outros edificados de referência, certificadas pelo sistema LiderA.

A certificação máxima A++ recorre a inúmeros fatores ao nível da sustentabilidade, nomeadamente a Integração local (solo, ecossistemas naturais e integração paisagística), os Recursos (energia, água e utilização de materiais, por exemplo), as Cargas Ambientais (resíduos, ruído, iluminação e acústica, entre muitos outros), Conforto, Vivências sócio económicas e Modos de Utilização, e Gestão dos edifícios e ambientes construído.

Em declarações à Ambiente Magazine, Manuel Pinheiro, responsável do LiderA, realça que as townhouses do Lisbon Green Valley, “são casas muito bem isoladas e perfeitamente integradas na paisagem”, onde constam “painéis fotovoltaicos, baterias, sistemas de carregamento elétrico de carros e separação de águas cinzentas”.

“A missão do Sistema LíderA é contribuir para a criação e certificação de ambientes construídos que procurem níveis de sustentabilidade ambiental elevados de forma integrada, por exemplo, na componente energética, água, conforto, integração local entre outros”, acrescenta.

A construção em Portugal
Na opinião de Manuel Pinheiro, a qualidade e o desempenho ambiental na construção em Portugal ainda é muito discutível. “A construção não é muito inovadora e raras vezes assegura o desempenho energético e conforto necessários. No entanto, o número de exceções é crescente e a tendência, até por imposição legal, é para evoluir no caminho de assegurar um bom desempenho nas diferentes áreas.

Neste ponto o responsável relembra que a legislação nesta matéria já é muito exigente, e as casas do Lisbon Green Valley superam em quadruplo os requisitos que já são exigidos, e isso está patente nos consumos: as townhouses consomem 11 kw/m2/ano, sendo que uma casa de referência consome em média 108kw/m2/ano.

Com a certificação A++, o Belas Clube de Campo insere-se numa das mais recentes diretivas de edifícios: o NZEB (Nearly Zero Energy Buildings) em Português, Quase Zero de energia. Esta diretiva passará a ser obrigatória, em Portugal e na Europa, a partir de 1 de janeiro de 2019 em novos edifícios públicos, e a partir de 1 de janeiro de 2021 para todos os edifícios novos do setor privado. “A obrigatoriedade do cumprimento deste normativo está já ao virar da esquina e exigirá uma revolução nas nossas práticas construtivas”, recorda Manuel Pinheiro.

No futuro, considera, terá que existir um “melhor equilíbrio entre a construção/ reabilitação e que o modo de utilização do edificado caminhe num bom desempenho fatorial ambiental social e económico. Afinal, é este o caminho que é indicado pela diretiva europeia e legislação nacional da certificação energética de procura de quase zero da energia”.

Ricardo Ramos Gonçalves