Mais de seis em cassa dez pequenas e médias empresas portuguesas continuam desprotegidas contra catástrofes naturais. A conclusão consta do White Paper Fostering Climate Resilience for SMEs, desenvolvido em parceria com o laboratório de sustentabilidade da Universidade SDA Bocconi para o Grupo Generali.
O estudo, que analisou a adoção de estratégias de sustentabilidade por parte de 1.100 PME europeias sediadas em 11 estados-membros, concluiu também que 49% das empresas de pequena e média dimensão em Portugal já adotaram medidas e ações de sustentabilidade, contribuindo para a sua resiliência climática.
A adoção de políticas de sustentabilidade trouxe benefícios para as empresas portuguesas, sendo que 69% identificaram ganhos de competitividade, 71% reconheceram melhores condições de seguro e 61% apontaram benefícios no acesso ao crédito.
O estudo identificou entraves à adoção de medidassustentáveis entre as empresas, como a falta de apoio institucional, a complexidade burocrática, a insuficiência de incentivos públicos, a ausência de um enquadramento legislativo claro, a escassez de recursos financeiros e o défice de competências internas.
O estudo foi apresentado em Bruxelas durante o evento de encerramento da quarta edição do SME EnterPRIZE – “Fostering Climate Resilience for European SMEs”, que contou com a presença de representantes institucionais e académicos de relevo, entre os quais Martin Hojsík, Vice-Presidente do Parlamento Europeu, Jessika Roswall, Comissária Europeia para o Ambiente, Resiliência Hídrica e Economia Circular Competitiva, e Stijn Vermoote, do European Centre for Medium-Range Weather Forecasts.
No âmbito do SME EnterPRIZE, Portugal destacou-se com a GET2C, vencedora nacional com o projeto “Viagem pelo Clima”, e duas menções honrosas atribuídas ao Centro Social do Vale do Homem e à Periplus.








































