73% dos portugueses da região Norte são a favor de impulsionar as energias renováveis

73% dos portugueses da região Norte são a favor de impulsionar as energias renováveis

Aumentar a utilização de energia proveniente de fontes renováveis e melhorar a eficiência energética europeia é uma necessidade corroborada pela grande maioria dos portuguesas, com sete em cada dez (72%) a acreditar que se deve impulsionar as energias renováveis e diminuir a dependência dos combustíveis fósseis. Analisadas as respostas dos inquiridos da região Norte de Portugal, as estatísticas não diferem com 73% a concordarem com esta necessidade. De facto, 85% dos portugueses da região Norte estão convencidos de que a dependência das energias tradicionais será reduzida nos próximos anos. Estas são algumas das conclusões de um estudo realizado pela ei energia independente para conhecer a opinião dos portugueses sobre o modelo energético do futuro.

De acordo com os dados partilhados pela empresa do grupo Galp, a prioridade para os inquiridos da região Norte está dividida em três partes igualitárias: “33% considera que a Administração Pública deve promover o desenvolvimento das energias renováveis, através de campanhas educativas que ajudem a sensibilizar a sociedade, bem como a aumentar os programas de subsídios e de ajuda; outros 33% apelam à responsabilidade do sector empresarial e exigem que as empresas energéticas se comprometam a uma mudança de modelo energético; e, por último, outros 33% apelam à responsabilidade individual e veem a necessidade de mudar o nosso estilo de vida optando por fontes alternativas e sustentáveis”.

Como indicado no 6º Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas (IPCC) da ONU, apresentado em agosto passado, a evolução do aquecimento global continua a crescer, com um aumento previsto da temperatura global de 1,5 graus Celsius até 2040. Estes dados, segundo a ei energia independente, confirmam a necessidade de se estabelecer medidas de contenção para ajudar a travar as alterações climáticas. Face a este panorama, “uma grande maioria dos inquiridos da região Norte de Portugal (99%) vê a necessidade de repensar a forma como consumimos energia e nos comprometemos com novos modelos energéticos, mais eficientes e amigos do ambiente”, lê-se num comunicado.

De acordo com Ignacio Madrid, CEO da ei energia independente, “vivemos numa época em que os consumidores estão mais conscientes e abertos do que nunca a novas formas de consumir energia. O perfil do consumidor está a mudar e há uma maior preocupação com o impacto que o seu comportamento tem no ambiente. Se estas energias alternativas também podem gerar poupanças significativas nas suas contas de eletricidade, o valor acrescentado é aumentado. Por esta razão, o autoconsumo solar é a solução perfeita para esta transição energética urgente. Por exemplo, uma casa unifamiliar com um consumo de 100 euros/mês que decide instalar painéis solares pouparia 500 euros por ano na sua conta de eletricidade e evitaria a emissão de 900 kg de CO2 por ano para a atmosfera”.

Os lares do futuro: tecnológicos e autossuficientes

O estudo revela ainda que, para 97% dos inquiridos da região Norte, as novas tecnologias renováveis irão revolucionar o setor energético. “Este progresso tecnológico, que já se verifica há vários anos, juntamente com uma crescente consciência ambiental, influenciará outro aspeto que afeta diretamente a população: um novo modelo de habitação, que será cada vez mais sustentável, autossuficiente e inteligente”, refere a empresa no mesmo comunicado.

Na verdade, para os portugueses, o impacto ambiental das suas casas já é muito importante: “66% dos inquiridos da região Norte valorizam positivamente o facto de as suas casas serem construídas com materiais sustentáveis e amigos do ambiente”. Por outro lado, “64% prefere que toda a energia provenha de fontes renováveis, enquanto mais de metade (54%) aponta o autoconsumo solar fotovoltaico como a principal fonte de energia”. Finalmente, “para 32% é importante que a casa esteja totalmente conectada e possa ser controlada a partir de qualquer dispositivo”, indica o estudo.

Para Ignacio Madrid, “graças à implementação de soluções energéticas inteligentes, nós, na ei energia independente, transformamos os lares em casas mais independentes e ecológicas com a integração de soluções de autoconsumo. Queremos tornar as pessoas conscientes do tesouro das novas soluções energéticas inteligentes, tais como o autoconsumo, e fornecer-lhes a mais recente tecnologia e soluções de financiamento à medida para se tornarem mais independentes e na vanguarda da inovação. Só assim poderão transformar as suas casas em casas inteligentes que combinem poupança, conforto e sustentabilidade”.