89% dos utilizadores discorda do percurso proposto pela autarquia de ciclovia entre a Estação e a Universidade de Aveiro

89% dos utilizadores discorda do percurso proposto pela autarquia de ciclovia entre a Estação e a Universidade de Aveiro

A vasta maioria dos 194 participantes, num inquérito realizado pelo Ciclaveiro manifestou a sua discordância relativamente ao percurso pelo Centro de Congressos, avançado pela autarquia de Aveiro para o trajeto ciclável a construir entre a Estação de Comboios e a Universidade.

Em comunicado, o Ciclaveiro refere que “na ausência de auscultação de utilizadores de bicicleta e de discussão pública de opções nesta intervenção do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano da Cidade de Aveiro (PEDUCA), decidiu-se levar a cabo o referido inquérito, dirigido aos atuais e potenciais utilizadores de bicicleta na cidade de Aveiro, com o objetivo de conhecer quais as opções de percursos que estes consideram mais adequadas”.

No inquérito foram ainda apresentadas três hipóteses: percurso 1: Estação – Av. Dr. Lourenço Peixinho – Pontes – Alboi – Rotunda do Hospital – Universidade; percurso 2: Estação – Rotunda do Oita – Av. Santa Joana (Sé) – Rotunda do Hospital – Universidade; e percurso 3: Estação – Rotunda do Pingo Doce – Centro de Congressos – Centro de Saúde – ISCA – Universidade.

A terceira opção corresponde à solução avançada pela autarquia. Dos 194 inquiridos, 89% considerou que as opções para a construção de um trajeto ciclável / ciclovia que melhor servirão as deslocações entre a Estação, a Universidade e a cidade e que mais contribuirão para a promoção da mobilidade em bicicleta em Aveiro, são as mais centrais à cidade – Percurso 1 ou Percurso 2 – com 54% das preferências a recair no Percurso 2 (pela Av. Santa Joana), 35% no Percurso 1 (pela Av. Dr. Lourenço Peixinho) e apenas 11% no Percurso 3 (pelo Centro de Congressos).

Entre aqueles que utilizam a bicicleta na cidade de Aveiro mais frequentemente (várias vezes por semana) a solução avançada pela autarquia – Percurso 3 – acolhe ainda menor preferência; somente 6.6% consideram ser esta a melhor opção.

“O Ciclaveiro, que desde sempre tem apresentado propostas e mostrado a sua disponibilidade para discutir estas matérias de forma construtiva, considera que a autarquia tem o dever de auscultar e envolver os utilizadores de bicicleta – enquanto potenciais futuros utilizadores e principais interessados – na discussão das opções e na tomada de decisões acerca destes assuntos”, frisam em comunicado.