ADENE: “A transição energética precisa mais do que leis”
Arrancou esta terça-feira, 25 de novembro, em Lisboa, o 2.º Encontro Nacional do Pacto de Autarcas para o Clima e Energia, onde foi apresentado o Fórum Energia e Comportamento, uma iniciativa da Comissão Europeia. Nelson Lage, presidente da ADENE, abriu a sessão começando por enaltecer o papel das autarquias na ação climática local, estas que são capazes de “transformar políticas públicas em resultados concretos”.
De forma geral, o presidente da Agência para a Energia destacou a necessidades dos municípios em ter políticas inovadoras, conhecimento técnico e, essencialmente, colaboração – pontos fundamentais para a elaboração dos Planos Municipais de Ação Climática, os quais a ADENE tem apoiado na implementação: “esses planos não são apenas uma obrigação legal, mas são a chave para cidades mais resilientes, cidades com melhor qualidade de vida, cidades capazes de reduzir as emissões e cidades capazes de promover as energias renováveis e adaptar-se às alterações climáticas”.
Mencionando que a “transição energética precisa mais do que leis”, Nelson Lage frisou a importância de “agir localmente para gerar impacto global”, exemplificando com projetos de autoconsumo e com Comunidades de Energia Renovável – que trazem ainda para o plano os cidadãos.
“A ADENE continuará o seu trabalho de proximidade e continuará a ser este elo entre os municípios e os diferentes atores, modificando os resultados e acelerando a transição para um futuro mais sustentável”, terminou o presidente, relembrando as ambiciosas metas europeias de reduzir as emissões de GEE em 90% até 2040 e de atingir a neutralidade carbónica até 2050.
A 2ª. edição do encontro continua a decorrer esta quarta-feira, no Centro Cultural de Belém, juntando autarquias, representantes de Agências de Energia europeias e outros players.