A ADENE, enquanto coordenadora nacional da iniciativa europeia, contactou todos os municípios portugueses signatários com orientações para reforçar a ação climática local e atualizar os contactos institucionais após as eleições autárquicas de 2025.
Esta nova fase do Pacto surge num momento crítico para o país. A sucessão de tempestades que marcou o início de 2026 evidenciou vulnerabilidades significativas face a fenómenos climáticos extremos, mas também mostrou que a capacidade de resposta das comunidades depende, em grande medida, do planeamento municipal.
“Os municípios estão na linha da frente da adaptação climática. Renovar este compromisso para 2050 significa reforçar a capacidade do país para responder a um clima que já mudou e que exige liderança local, estratégia e ação”, afirma Nelson Lage, presidente da ADENE.
A ação climática local em Portugal tem vindo a ser reconhecida a nível europeu. Em 2026, Guimarães foi distinguida como European Green Capital e Águeda recebeu o prémio European Green Leaf, demonstrando a capacidade das autarquias portuguesas para implementar políticas climáticas robustas e reforçar o posicionamento de Portugal numa das maiores redes europeias de energia e clima.
Numa fase decisiva para a política climática local em Portugal, a ADENE está a preparar o território para uma nova década de maior ambição, investimento e responsabilidade na ação climática. Para isso, já enviou orientações a todos os municípios para procederem à renovação do compromisso no Pacto de Autarcas para 2050, integrarem o Plano Municipal de Ação Climática (PMAC), quando aplicável e atualizarem os contactos e a representação municipal na plataforma MyCovenant.
Este processo permitirá alinhar o território nacional num contexto de maior investimento, ambição e exigência em políticas de energia, clima e resiliência.









































