Agricultura portuguesa apoiada com 51 milhões de euros para dar resposta aos impactos provocados pela guerra na Ucrânia

Agricultura portuguesa apoiada com 51 milhões de euros para dar resposta aos impactos provocados pela guerra na Ucrânia

A Comissão Europeia aprovou, esta terça-feira, 24 de maio, durante o Conselho Europeu dos Ministros da Agricultura e das Pescas da União Europeia (UE), um apoio de 51 milhões de euros para a agricultura portuguesa ao abrigo do FEADER.

Trata-se de uma medida que “vem complementar a anterior medida reserva de crise, sendo particularmente importante na capacitação de cada Estado Membro para, em igualdade e equilíbrio, responder aos desafios da atual de crise”, pode ler-se numa nota, divulgada pelo Ministério da Agricultura.

Este apoio assume a forma de um pagamento aos agricultores e Pequenas e Médias Empresas (PMEs) afetadas pelos impactos provocados pela guerra na Ucrânia, podendo atingir um limite individual máximo de 15 mil euros (agricultores) e 100 mil euros (empresas).

“Esta é uma medida que Portugal defendeu desde o primeiro momento para que, de forma robusta, equilibrada e justa, possamos ajudar os agricultores a fazer face aos aumentos dos custos de produção”, disse a ministra da Agricultura e da Alimentação, Maria do Céu Antunes, acrescentando que “o presente apoio significa para Portugal um envelope de 51,1 milhões de euros, a que acresce a comparticipação nacional”.

A governante acredita que este apoio vai permitir que o “sistema alimentar possa ser garantido sem interrupções” e, por isso, “se reveste da maior importância porque vai ao encontro das pretensões doa agricultores”.

Na reunião dos Ministros da Agricultura e Pescas da UE, Maria do Céu Antunes destacou ainda a importância de a UE discutir o problema da seca que afeta hoje os países do Mediterrâneo, mas também outros Estados-Membros.

A Ministra alertou para o facto de este ser um problema estrutural que decorre das alterações climáticas e, por isso, defende a criação de “medidas de médio e longo prazo que vão ao encontro de uma agricultura mais competitiva e eficiente e que possa contribuir para a autonomia estratégica da Europa”.

Foto: Reuters