Águas do Ribatejo investe na redução de perdas e boa gestão da água

Águas do Ribatejo investe na redução de perdas e boa gestão da água

O verão de 2019 trouxe cenários agravados de seca extrema. Um quadro que veio reforçar a imperiosa urgência de combater todos os desperdícios e melhorar a eficiência na gestão da água. A empresa municipal Águas do Ribatejo (AR) reforçou o compromisso com a gestão eficiente da água e insiste nas campanhas de sensibilização.

O presidente do conselho de administração da empresa, Francisco Oliveira, que preside também ao Município de Coruche, destaca a preocupação com a urgência das medidas de contenção e reafirma o compromisso da AR de reduzir as perdas de água. “Quando a AR assumiu a gestão dos sistemas, em 2009, havia 52% de perdas de água. Ainda temos 30% da água produzida e tratada que não é faturada. O nosso compromisso é reduzir para 20%”, refere.

A entidade gestora que serve 150.000 consumidores nos concelhos de Almeirim, Alpiarça, Benavente, Chamusca, Coruche, Salvaterra de Magos e Torres Novas investiu 40 milhões de euros nos sistemas de abastecimento de água com a construção e reabilitação de cerca de 50 captações, 67 reservatórios, 18 estações de tratamento e 400 quilómetros de condutas.

Obras fundamentais para melhorar a segurança e a qualidade do abastecimento, mas também para reduzir as pegadas hídrica e energética contribuindo para a redução dos impactos que alimentam a seca extrema verificada em algumas zonas do país. “Em 10 anos investimos mais de 130 Milhões de Euros em sistemas de abastecimento e saneamento com melhorias significativas nas bacias hidrográficas do Tejo e do Almonda”, explica.

Os hábitos de consumo mudaram e os períodos de seca são cada vez mais frequentes e de maior duração por terras do Ribatejo. Autarcas, gestores da água e agricultores reconhecem que é imperioso intervir.

Garantia de reservas para 24 horas em todos os sistemas de abastecimento
A AR tem feito um esforço significativo no sentido de garantir reservas de água para períodos até 48 horas de modo a não comprometer a vida das populações e as atividades das indústrias e do comércio com particular atenção para os clientes sensíveis: escolas, hospitais e outros equipamentos públicos.

Atualmente a Águas do Ribatejo tem capacidade de água em reservatório por um período de 24 horas no caso de uma avaria ou problema eletromecânico, sobretudo no período de verão, quando os consumos disparam e as regas também aumentam. Este ano, o desafio, nos períodos de maior seca, durante o verão, foi mesmo o de tentar “poupar água o mais possível”. Em alguns momentos foi necessário implementar o plano de contingência em articulação com as autarquias.

A AR reforçou também as campanhas de sensibilização nas rádios locais, jornais, redes sociais e nas várias plataformas de comunicação com os clientes e consumidores. O stand itinerante da AR marcou presença nos principais eventos dos sete concelhos, sensibilizando para o bom uso da água e oferecendo água da rede pública com o objetivo de estimular o seu consumo “por ser mais saudável, mais segura, mais económica e mais amiga do ambiente”.

O presidente da AR garante que a água que chega a casa de 150 mil consumidores nos sete concelhos da região “é segura” e isso significa que “a remodelação levada a efeito em toda a estrutura de abastecimento tem dado frutos” que se refletem neste padrão de qualidade, atestado pelo regulador.

A AR tem a vantagem de gerir todo o sistema de abastecimento desde a captação à entrega da água nos locais de consumo e ao ciclo completo de recolha e tratamento de águas residuais. Apenas numa parte do concelho de Torres Novas adquire água à EPAL, proveniente da Barragem de Castelo de Bode, cuja qualidade é, também de excelência.

A qualidade da água é monitorizada todos os dias com recolhas para análises em laboratório externo e certificado que confirmam os excelentes valores paramétricos.

A empresa dispõe de um quadro técnico e operacional de qualidade que está em permanente formação e atualização e aposta também na inovação e na partilha de conhecimento com as universidades e centros de investigação nacionais e estrangeiros.

Francisco Oliveira destaca ainda a responsabilidade social da empresa que tem um tarifário que “é dos mais económicos da região e dispõe de um tarifário social para famílias economicamente desfavorecidas e para famílias numerosas”. As autarquias e instituições sem fins lucrativos têm também um tarifário socialmente responsável.

Este artigo foi publicado na edição 82 da Ambiente Magazine.