Águas do Ribatejo investem 12 milhões para despoluir Bacia do Almonda

Águas do Ribatejo investem 12 milhões para despoluir Bacia do Almonda

A Águas do Ribatejo (AR) vai investir 12 milhões de euros em obras de saneamento e abastecimento de água no concelho de Torres Novas. segundo Francisco Oliveira, presidente da Águas do Ribatejo, foram aprovadas duas candidaturas no valor de 11 milhões de euros, com financiamento de 85% do Programa comunitário POSEUR Portugal 2020. As obras de saneamento nos sistemas de saneamento de Chancelaria/ Pedrógão e Lapas/ Ribeira devem arrancar no verão para ficar prontas durante o ano de 2017.

Já o presidente da Câmara Municipal de Torres Novas, Pedro Ferreira, aidantou que, para além destas duas obras de grande magnitude, a empreitada para o saneamento na Lamarosa e Árgea no valor de 1,5 milhões de euros também vai avançar. O autarca torrejano, que é vogal do Conselho de Administração da Empresa Municipal Águas do Ribatejo, disse que tem a expectativa de ver ultrapassados os 30 milhões de euros de investimentos para Torres Novas anunciados no momento da integração da AR em outubro de 2011. Segundo Pedro Ferreira, os 13 milhões de euros já investidos pela AR no concelho de Torres Novas colocaram o abastimento de água em níveis de qualidade muito perto dos 100%, com os melhores parâmetros dos sete municípios que integram a empresa municipal. Na área do saneamento destacou as obras em Torres Novas, Riachos, Brogueira e Vale da Serra.

“As obras no saneamento deram um contributo significativo para a melhoria do Rio Almonda e de toda esta bacia. Infelizmente há ainda focos de poluição causados por descargas ilegais que não conseguimos evitar, mas há agora uma consciência coletiva de fiscalização e denúncia para acabar com essas situações”, referiu o presidente do município de Torres Novas.

Recorde-se que a AR e o município integram os grupos de trabalho criado pelo Governo para combater a poluição nos rios Tejo e Almonda. A empresa anunciou que já interveio junto de várias entidades por estarem em incumprimento em relação aos efluentes que lançavam na rede pública de esgotos sem autorização nem monitorização da AR.

Obras a avançar a curto prazo em Torres Novas:

1. Sistemas de Saneamento da Chancelaria/ Pedrógão
ETAR da Chancelaria/Pedrógão
Seis estações elevatórias
Emissário e condutas em A do Freire, Alqueidão e Pedrógão (Freguesia de Pedrógão)
Carvalhal da Aroeira, Nicho dos Rodrigos, Rodrigos (Freguesia de São Pedro)
Chancelaria, Lugarinho, Mata e Pafarrão (Freguesia da Chancelaria)
Custo previsto para a empreitada: 5,5 milhões de euros (candidatura aprovada em concurso público internacional)

2. Sistemas de Saneamento das Lapas/Ribeira Branca:
ETAR das Lapas/Ribeira Branca
Oito estações elevatórias
Emissário
Condutas em Casais Martanes, Almonda, Videla, Zibreira, Casal da Pinheira, Ribeira Ruiva, Ribeira Branca e Lapas
Anulação de todas as descargas existentes para o Rio Almonda
Custo previsto para a empreitada: 5,5 milhões de euros (candidatura aprovada em concurso público internacional).

Outras obras:
– Construção de Conduta Elevatória de abastecimento de água a Torres Novas para permitir reforço da capacidade de abastecimento e reserva a partir de Riachos;

– Substituição da Conduta entre a A 23 e o Reservatório de Cândido dos Reis;

– Requalificação do Reservatório do Babalhau e interligação com Reservatório dos Carvalhais.

2015 – consolidação

O presidente do Conselho de Administração da AR considerou que 2015 foi um momento de consolidação do projeto e da missão da AR. “Concluímos projetos de elevada dimensão na infraestruturação que a empresa se propôs realizar, designadamente os referentes às Operações apoiadas pelo POVT (Plano Operacional de Valorização do Território). Investimos em seis anos 115 milhões de euros. Fomos uma das entidades que aplicou maior volume de fundos comunitários”, disse Francisco Oliveira.

O administrador realçou uma melhoria dos níveis de eficiência e de qualidade e redução das perdas de água de 52% para 34%, sendo o objetivo atingir os 20% em 2020. “Não podemos continuar a desperdiçar um bem precioso como a água. Para além da preocupação ambiental tratar a água é um processo muito dispendioso. É urgente reduzir as perdas”, acentuou.