Águas do Ribatejo: Um modelo com provas dadas

Águas do Ribatejo: Um modelo com provas dadas

A Águas do Ribatejo (AR) é uma entidade gestora com características únicas em Portugal desde logo porque assume os serviços de abastecimento de água e saneamento na alta e na baixa. Desde a captação de água em captações próprias até à sua entrega na casa do consumidor, passando pelo tratamento, armazenamento e distribuição.
A AR tem como únicos acionistas os sete municípios que a integram: Almeirim, Alpiarça, Benavente, Coruche, Chamusca, Salvaterra de Magos e Torres Novas, num universo de 150 mil consumidores com uma área territorial de 3240 km2 desde Porto Alto, concelho de Benavente a Fungalvaz, no limite do concelho de Torres Novas.
O capital social da AR (6.871.681,00€) resulta das infraestruturas, equipamento e bens que foram transferidos para a empresa municipal. Os municípios não injetam capital nem recebem dividendos.
Os resultados positivos nos sete primeiros anos de exercícios “são resultado da enorme qualidade e eficiência dos nossos colaboradores”, refere o presidente do Conselho de Administração da AR. Francisco Oliveira explica que os “lucros” foram aplicados em investimento e no alargamento do tarifário social a mais famílias carenciadas por força da conjuntura vivida.

 Pedro Ribeiro, Presidente da Câmara Municipal de Almeirim, Francisco Oliveira, Presidente da Águas do Ribatejo, Cândida Lopes, Presidente da Junta de Freguesia de Benfica do Ribatejo, Carlos Martins, Secretário de Estado do Ambiente, Helena Pinheiro de Azevedo, Presidente da Comissão Executiva do POVT/PO SEUR e Moura de Campos, Diretor-geral da Águas do Ribatejo.


Pedro Ribeiro, Presidente da Câmara Municipal de Almeirim, Francisco Oliveira, Presidente da Águas do Ribatejo, Cândida Lopes, Presidente da Junta de Freguesia de Benfica do Ribatejo, Carlos Martins, Secretário de Estado do Ambiente, Helena Pinheiro de Azevedo, Presidente da Comissão Executiva do POVT/PO SEUR e Moura de Campos, Diretor-geral da Águas do Ribatejo.

Nestes sete anos de atividade, a Águas do Ribatejo concretizou 110 milhões de euros de investimento, sendo 40 milhões de euros de obras no abastecimento de água e 70 milhões de euros no Saneamento. Segundo o líder da empresa municipal, “as obras melhoraram de forma significativa a qualidade e a segurança no abastecimento e no tratamento de águas residuais como provam os relatórios que avaliam a qualidade da água que consumimos (com níveis de cumprimento de quase 100%) e das descargas que devolvemos às linhas de água após tratamento (99,6%)”, indica o responsável.

Francisco Oliveira destaca que o financiamento da União Europeia, na ordem dos 85%, por via dos Fundos de Coesão, foi imprescindível para a concretização das obras. “Uma palavra de reconhecimento e gratidão a toda a equipa de técnicos e gestores do Programa Operacional de Valorização Territorial POVT/QREN, na pessoa da Senhora Presidente da Comissão Diretiva, Dra. Helena Pinheiro de Azevedo”, sublinha.
A AR assumiu a componente nacional do financiamento “com um enorme esforço porque fomos obrigados a recorrer à banca numa altura em que o dinheiro estava demasiado caro. Felizmente todos os compromissos estão a ser honrados”, realça.
O contrato de gestão da AR prevê a continuidade dos investimentos. Francisco Oliveira destaca as candidaturas em curso e a apresentar no âmbito do POSEUR Portugal 2020 e anuncia que recentemente foram aprovadas duas candidaturas no montante total de 10 milhões de euros para obras nos sistemas de Saneamento do Concelho de Torres Novas. “Vamos continuar a melhorar o tratamento das águas residuais e a contribuir dessa forma para a despoluição dos rios Tejo e Alviela e respetivos afluentes, bem como para o aumento da biodiversidade nas várias reservas naturais junto dos nossos sistemas”, adianta.
Convicto de que o modelo de gestão “inovador e socialmente responsável” da Águas do Ribatejo continuará a atrair outros concelhos da região e que a empresa condições para continuar a crescer, Francisco Oliveira admite a entrada de outros municípios a curto prazo. “Esta gestão empresarial, com espírito de serviço público, é a base de um modelo que pode ser replicado com sucesso também noutras regiões do país conforme desafio lançado pelo Senhor Secretário de Estado do Ambiente. Da nossa parte manifestamos total disponibilidade para ajudar os autarcas a encontrar as soluções que melhor possam servir as suas populações”, conclui o líder da empresa que tem como mote: “Juntos Estamos a Construir o Futuro!”

 

Este artigo está publicado na íntegra na Edição Nº 71 da Ambiente Magazine.