Águas do Tejo Atlântico e CM Cascais lançam ferramenta digital para emergências ambientais

Águas do Tejo Atlântico e CM Cascais lançam ferramenta digital para emergências ambientais

Criar uma ferramenta digital que permita prever a qualidade da água das praias, monitorizar as descargas e sobrecargas nos sistemas de saneamento, melhorar a previsão de chuvas através da integração de dados seja por radar, por satélite, ou pelas estações terrestres e outros modelos de alta resolução é um projeto que a Câmara de Cascais e as Águas do Tejo Atlântico estão a desenvolver em parceria.

O projeto designado iSEA foi anunciado no Dia Mundial dos Oceanos que se celebra a 8 de junho, e vai ser um instrumento de elevada precisão na gestão ambiental e a proceder a simulações de cenários climáticos para avaliar a capacidade das infraestruturas de saneamento.

“Esta ferramenta digital vai permitir uma melhor gestão das zonas costeiras, nomeadamente a previsão da qualidade da água das praias, com grandes vantagens ambientais, para os banhistas e para a Saúde Pública”, considerou António Frazão, presidente da empresa Águas do Tejo Atlântico.

O sistema proposto neste projeto irá aceder a fontes de dados multidisciplinares disponibilizando uma capacidade acrescida de agregar e processar com eficiência as informações disponíveis adicionando inovadoras capacidades de previsão e alerta.

Para Carlos Carreiras, presidente da Câmara de Cascais, o iSEA é resultado da estratégia do município de aumentar a qualidade ambiental e a capacidade de previsão como meio de decidir sobre as políticas a adotar. Carreiras sublinhou que o Atlântico “é a nossa face para o mundo” por isso a eficiência em processar dados com capacidade de previsão e alerta são essenciais na gestão municipal, recordando ainda que Cascais foi o primeiro município a nível nacional a constituir um Conselho Municipal do Mar.

O projeto iSEA propõe-se responder aos seguintes objetivos específicos: melhoria das previsões de chuvas, previsão de sobrecarga dos sistemas de saneamento, por meio da integração de previsões de chuva, dados de udómetros e modelos das redes de águas residuais, previsão da qualidade da água nas praias, simulação de cenários climáticos e integração destes recursos numa plataforma de TI fácil de usar, capaz de derivar adequadamente informação dos dados disponíveis e fornecer relatórios e alertas automáticos.