A Águas do Vale do Tejo aprovou no dia 31 de março, em Assembleia Geral, o Relatório e Contas do Exercício de 2025. O ano foi marcado por desafios significativos, associados à crescente pressão das alterações climáticas, à volatilidade energética e a eventos extraordinários como o apagão elétrico que afetou Portugal e a Península Ibérica em abril. Não obstante este enquadramento exigente, a empresa demonstrou elevada capacidade de resposta e adaptação, assegurando a continuidade de um serviço público essencial a cerca de 1,1 milhões de habitantes no abastecimento de água e 0,6 milhões no saneamento de águas residuais.
O resultado líquido atingiu 10,7 milhões de euros, tendo ainda conseguido reduzir a dívida financeira total em 40 milhões, confirmando a sustentabilidade económico-financeira da concessão. O volume de negócios cresceu 6% face a 2024, alcançando 121,5 milhões de euros, sustentado pelo aumento dos volumes faturados nas atividades de abastecimento e saneamento.
O EBITDA ajustado ascendeu a 45,6 milhões de euros, refletindo eficiência operacional e rigor na gestão dos recursos. Em paralelo, a empresa manteve a trajetória de redução do endividamento, com uma diminuição de cerca de 11% face ao ano anterior, para 310,5 milhões de euros, e uma melhoria do rácio Net Debt/EBITDA, que passou para 6,7, reforçando a solidez financeira da AdVT.
O plano de investimentos em 2025 atingiu uma execução total de 17,7 milhões de euros, privilegiando a modernização e reforço das infraestruturas críticas, a melhoria da eficiência dos sistemas e a implementação de soluções tecnológicas que aumentam a capacidade de monitorização e resposta operacional. Foram lançados concursos no valor de 7,15 milhões de euros, preparando um ciclo robusto de investimentos para os próximos anos, orientado para garantir maior segurança, resiliência e adaptação às exigências climáticas, e adjudicadas empreitadas no valor global de 15,8 milhões de euros.








































