Algas podem vir a medir os níveis de poluição de metais nas águas costeiras

Algas podem vir a medir os níveis de poluição de metais nas águas costeiras

Categoria Advisor, Investigação

As algas poderão vir a revelar-se uma “ferramenta valiosa” para medir os níveis de poluição de metais nas águas costeiras, segundo um estudo realizado recentemente.

 
Foram encontradas na espécie Fucus spiralis, que se encontra por toda a zona litoral da Europa ocidental, concentrações de metais que subiam e desciam em linha com as concentrações da água do mar à sua volta. Esta descoberta torna esta espécie de alga uma boa candidata a ser incluída nas amostras de bancos ambientais europeias como parte de uma rede de monitorização ambiental no âmbito da Directiva-Quadro Estratégia Marinha.

 

A área industrial, a actividade portuária e os resíduos urbanos libertam metais (cromo, cádmio, cobre, manganês, zinco, entre outros) em sistemas de água. Os elevados níveis destes metais presentes na água representam uma séria ameaça para uma variedade de fauna aquática, bem como outros animais, como as aves marinhas. Estes valores causam a morte de espécies jovens e adultos e podem levar ao desenvolvimento anormal dos recém-nascidos e à infertilidade. Num esforço para reduzir estes níveis, a Directiva-Quadro Estratégia Marinha (DQEM) obriga os Estados-Membros a controlar os seus caudais de água e examinar os níveis de metais existentes nos tecidos de animais e plantas.

 

Para esta pesquisa, os investigadores selecionaram vinte locais ao longo da costa do noroeste de Portugal em Abril de 2013. Cada local foi dividido em duas áreas; um tinha um elevado risco de contaminação de metal e a outro situava-se mais longe da actividade humana. As amostras de água do mar foram retiradas de cada área, analisados ​​e comparados. Após esta avaliação, foi demonstrado que a espécie de alga Fucus spiralis, um acumulador muito eficiente de cádmio, manganês e zinco, pode dar informações úteis sobre a qualidade da água para estes poluentes.

 
Deste estudo, concluiu-se, também, que, comparativamente a outro realizado em 2010, houve uma redução da poluição das águas.