A AMBILITAL – Investimentos Ambientais no Alentejo assinalou 25 anos de atividade com um conjunto de investimentos que ronda os 15 milhões de euros, destinado a modernizar o sistema de gestão de resíduos urbanos e reforçar a valorização de materiais e a sustentabilidade energética na região.
Parte do investimento, no valor de cerca de 4,97 milhões de euros, foi financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência e pela União Europeia e enquadra-se na componente de Bioeconomia Sustentável. As intervenções visam aumentar a capacidade de reciclagem, melhorar a valorização de resíduos e reduzir o envio de materiais para aterro, em linha com as metas definidas no Plano Estratégico para os Resíduos Urbanos 2030.
Entre os principais resultados está o reforço da capacidade de triagem de embalagens plásticas e metálicas, que passou de 1.512 toneladas por ano para 10.080 toneladas anuais, permitindo aumentar a recuperação de materiais recicláveis. A empresa reativou também a linha de recuperação de vidro, criando uma capacidade adicional de 6.720 toneladas por ano.
Ao nível da recolha seletiva, a rede de ecopontos e contentores foi ampliada, sobretudo em zonas rurais e áreas com maior pressão turística, facilitando a separação de resíduos pela população. A empresa reforçou ainda a gestão de resíduos volumosos, através da aquisição de contentores compactadores para melhorar a logística de recolha e valorização destes materiais.
Outro investimento foi a instalação de um sistema de osmose inversa para tratamento de lixiviados, com capacidade para tratar mais de 35 mil metros cúbicos por ano, permitindo reduzir o impacto ambiental associado à deposição em aterro e recuperar água para reutilização.
Além destas medidas, a empresa iniciou a construção de uma nova área de compostagem e afinação no Centro de Gestão de Resíduos, num investimento de cerca de 5,9 milhões de euros, destinado a melhorar o tratamento de biorresíduos e resíduos verdes e a aumentar a produção de composto. Em paralelo, decorre a reengenharia do aterro, com um investimento superior a 3,4 milhões de euros, que permitirá ampliar a capacidade de deposição para cerca de 1,7 milhões de toneladas e garantir uma exploração estimada em 30 anos.
Está também prevista a instalação de um campo solar fotovoltaico, orçado em cerca de 628 mil euros, para reforçar a autonomia energética das instalações e reduzir a pegada carbónica do sistema de gestão de resíduos.
Com este conjunto de investimentos, a entidade pretende reforçar a contribuição para as metas nacionais e europeias, que apontam para 60% de preparação para reutilização e reciclagem de resíduos urbanos até 2030 e para a redução da deposição em aterro para menos de 10% até 2035.









































