Aprovado investimento de 1.3 milhões de euros para reabilitar rios de Fafe

Aprovado investimento de 1.3 milhões de euros para reabilitar rios de Fafe

A Agência Portuguesa do Ambiente acaba de aprovar um investimento de 1.3 milhões de euros com vista à reabilitação e valorização dos rios Vizela, Bugio e Ferro no concelho de Fafe.

Os ecossistemas ribeirinhos a intervencionar ocupam uma extensão total de aproximadamente 31 quilómetros, atravessando espaços urbanos e zonas agrícolas e florestais. Recuperação da qualidade da água, requalificação das margens, proteção dos ecossistemas e promoção da biodiversidade são os principais propósitos desta intervenção que se prevê ter início em setembro de 2022 e conclusão em final de 2023, informa o município, num comunicado.

De acordo com a autarquia, as áreas de intervenção correspondem ao “troço do rio Bugio”, ao “troço do rio Vizela entre a montante da Barragem da Queimadela”e o limite do concelho” e ao “troço do rio Ferro entre o Parque de Lazer de Pardelhas e o limite do concelho de Fafe”, abrangendo a “parte urbana da cidade”. Tendo como propósito “potenciar a fruição das zonas ribeirinhas por parte dos munícipes e visitantes, a principal aposta recai na recuperação da galeria ribeirinha e consequente funcionalidade dos sistemas naturais ribeirinhos, promovendo a conectividade com as áreas envolventes”, lê-se na mesma nota.

Especificidades das linhas de água solicitam medidas singulares 

Considerando as especificidades das linhas de água em estudo, o projeto, tal como indica o município, contemplará medidas como “corte, limpeza e conservação da vegetação e contenção de espécies exóticas/invasoras”; “reposição da galeria ribeirinha arborescente de acordo com o setor biogeográfico”, assim como a “instalação de soluções técnicas de engenharia natural, de forma a melhorar a estabilidade das margens, condições hidrogeomorfológicas do meio fluvial e outras disfunções do rio”. Prevê ainda “propostas de valorização de habitats e soluções baseadas na natureza”, assim como “monitorização, formação e acompanhamento técnico especializado”, refere o comunicado.