Aqva More apresenta uma solução técnica e prática para o desperdício de água potável em torneiras de água quente

Aqva More apresenta uma solução técnica e prática para o desperdício de água potável em torneiras de água quente

Categoria Águas, Ambiente

O projeto Aqva More é um produto português que vem acrescentar valor às Smart Cities ao contribuir para a eficiência hídrica das cidades, nas áreas residenciais e de serviços. 

Este projeto surge, assim, em resposta a um desafio: encontrar uma solução técnica e prática para o desperdício de água potável, em torneiras de água quente. “Não faz sentido nos dias de hoje, rodeados de tanta tecnologia, na maioria das habitações ser desperdiçada tanta água potável pela pouca eficiência hídrica das nossas canalizações”, disse à Ambiente Magazine, o CEO do Aqva More, João Guerreiro. Partindo do pressuposto que “todas as pessoas tomam pelo menos um banho por dia” e que o “desperdício de água potável associado a esse gesto pode rondar os 10 litros”, o responsável constata que se trata de um “desperdício diário, em Portugal, de 100 mil metros cúbicos”. E a questão que João Guerreiro coloca é: “Como podemos nós aceitar que, num país onde a água chega a faltar devido às sucessivas secas dos últimos anos, se possam desperdiçar 36.500.000 metros cúbicos só com banhos?”. Este é assim o principal objetivo do Aqva More: “Reter na própria canalização a água que seria desperdiçada, não deixando sequer que se torne água cinzenta”, refere, evidenciado que essa água “fará falta em tempos de escassez” reduzindo o “stress hídrico” nas albufeiras, rios ou Lençóis Freáticos. Já numa vertente económica, o projeto contribui para “poupar nas ETARs o tratamento desse tremendo volume de água” que, “além de ser dispendioso”, não faz sentido estar a “despoluir água potável”, afirma. E, consequentemente, “reduziremos o consumo de energia” e as “emissões de CO2 para a atmosfera”, sublinha. 

Colocar o Aqva More no mercado em quantidades assinalávei

O Aqva More estará disponível no mercado durante o primeiro trimestre de 2021: “Esperamos uma aceitação compatível com o interesse demonstrado por milhares de pessoas nas feiras técnicas ou redes sociais”, afirma o responsável. Mesmo assim, João Guerreiro reconhece que o “caminho não tem sido fácil” e a pandemia da Covid-19 trouxe ainda mais desafios ao processo: “Neste momento estamos a preparar a produção e toda a logística associada e contamos já com redes de distribuição e instalação um pouco por todo o país, quer através de parcerias com empresas privadas. quer através de protocolos com Câmaras municipais”. É intenção de toda a equipa “colocar o Aqva More no mercado em quantidades assinaláveis” de modo a “produzir-se o efeito desejado na economia da água”, destaca. Quanto ao futuro, o CEO do projeto não tem dúvidas de que “estaremos preparados para produções em grandes quantidades” tanto para o “mercado interno” como para o “externo” e, sempre que possível, com “recurso a empresas nacionais”, não só pela “qualidade da mão de obra” como também pela “vontade de criar emprego em Portugal”.

Este mundo é de todos

No que diz respeito à gestão eficiente da água, o responsável considera que, em Portugal, nunca se falou nem se fez tanto em prol do ambiente: “Portugal é o segundo maior gastador de água da Europa”. Ainda assim, a “reutilização das águas cinzentas” para a “lavagem de ruas, rega de jardins e campos de golf já é uma realidade em várias cidades portuguesas”, refere. E, do ponto de vista de João Guerreiro, os “fundos europeus ambientais” e a “consciência política” de que a água é um “bem escasso” tem ajudado em muito. Nestas matérias, o responsável refere que França é um bom exemplo: “Há verdadeiras fábricas de água a garantir que este bem essencial não falte nas torneiras”. Deste modo, João Guerreiro considera que o país está no bom caminho com as novas políticas ambientais. No entanto, chama a atenção para o facto de não se dever “incutir toda a responsabilidade” aos políticos: “Se cada pessoa pensar que também lhe cabe a si contribuir com gestos diários de poupança de água, energia ou consumo de combustível então o trabalho de colocar as políticas em prática torna-se mais eficaz”. Assim, cabe aos políticos “despertar a consciência” de todos porque este mundo é de todos, refere, destacando que as “escolas” têm, também, feito um “bom trabalho” nesse sentido.

Relativamente aos “entraves” que a pandemia tem causado, bem como o “desemprego” que tem originado, João Guerreiro refere que o “facto das pessoas estarem mais tempo em casa” tem “ajudado a dar mais atenção às questões do ambiente” e “perceber que nada está garantido” isto é “ninguém está imune à pandemia pois isto é transversal a todas as classes sociais, género, raça ou idade”. 

Setor da Água daqui a 30 anos…

A disponibilidade da água depende das condições climatéricas mas, mesmo aí poderemos fazer esforços para inverter a situação ou de certa forma abrandar o processo através dos nossos hábitos diários. Eu sou otimista por natureza e se entendermos a situação como um desafio e não, uma imposição do governo, então podemos mitigar os efeitos das secas através de políticas de agricultura mais adequadas ao nosso clima, hábitos de vida mais responsáveis e talvez o futuro não seja tão dramático como parece agora vir a ser. Volto a reforçar a ideia de que acima de tudo e de todas as políticas e políticos, isto de se poupar água é uma questão social e a melhor solução está em todos nós. Pretendo com o Aqva More, ajudar Portugal e ser uma referência para outros países em políticas de Proteção Ambiental.

Cristiana Macedo