Arraiolos: Uma sobreira na “Rota do Montado” em defesa da floresta autóctone, do ambiente e da biodiversidade

Arraiolos: Uma sobreira na “Rota do Montado” em defesa da floresta autóctone, do ambiente e da biodiversidade

No concelho de Arraiolos subiste uma atividade agrossilvopastoril importante para o ambiente e para a biodiversidade, a qual urge preservar e que constituem um importante recurso para a economia da região e do país, onde os sobreiros integram, de forma isolada ou em mancha contínua, a paisagem alentejana, de características mediterrâneas.

Na Freguesia de Santa Justa (União de Freguesias de São Gregório e Santa Justa), entre caminhos rurais ergue-se “A Sobreira Grande” que pelo seu porte alberga vida, desperta sentimentos e surpreende-nos com o diâmetro da copa, certamente mais de trinta metros, mas também pela forma como é querida e estimada pela sua proprietária e conhecida pela comunidade.

No verão a sua sombra dá guarida a homens e animais e outrora acolhia a cocaria do rancho e era lugar para o acarro do rebanho.

No ano de 2018, fizeram os Serviços Municipais os contactos necessários para que sendo época de descortiçar, fosse este trabalho registado, no âmbito do trabalho de campo para a “Grande Rota do Montado” – Projeto promovido pela CIMAC, do qual o Município de Arraiolos é entidade parceira.
A “Grande Rota do Montado pretende ligar os 14 municípios do Alentejo Central, permitindo a fruição do território de forma pedestre e sustentável”.

“A Sobreira Grande” é um exemplar que pela sua grandiosidade se poderia enquadrar num processo de classificação como “Arvoredo de Interesse Público” cuja definição integra árvores isoladas ou “conjuntos arbóreos que, pela sua representatividade, raridade, porte, idade, historial, significado cultural ou enquadramento paisagístico, possam ser considerados de relevante interesse público e se recomenda a sua cuidadosa conservação.”

Esta é uma árvore que pode constituir-se como símbolo do “Montado” enquanto recurso com potencialidades reconhecidas.

As observações técnicas efetuadas revelam que esta sobreira, com “12 metros de altura”, terá “350 anos”. O “tronco tem 6,06 metros de perímetro, a copa tem 113 metros de perímetro” e a árvore “dá cerca de 80 arrobas de cortiça” em cada “tirada”, o que acontece, em regra de nove em nove anos.

A Câmara Municipal de Arraiolos com o apoio da sua proprietária, Maria Isabel Eusébio Pinto, apresentou a candidatura da Sobreira Grande ao concurso “Árvore do Ano 2021” (tendo obtido o primeiro lugar), com o objetivo de “valorizar o território e o montado de sobro e azinho enquanto património natural” da região.

No concelho de Arraiolos subiste uma atividade agrossilvopastoril importante para o ambiente e para a biodiversidade, a qual urge preservar e que constituem um importante recurso para a economia da região e do país, onde os sobreiros integram, de forma isolada ou em mancha contínua, a paisagem alentejana, de características mediterrâneas.

A defesa da floresta autóctone, do ambiente e da biodiversidade é fundamental para o futuro do planeta.

 

Este artigo  foi publicado na edição 92 da Ambiente Magazine.

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