Benfica e parceiros envolvem comunidades na reposição da floresta autóctone

Benfica e parceiros envolvem comunidades na reposição da floresta autóctone

Categoria Ambiente, Florestas

A participação das populações e das entidades locais na reposição da floresta autóctone foi realçada, na Castanheira de Pera, pela Fundação Benfica e demais promotores de um projeto de reflorestação de áreas ardidas.

De acordo com a Lusa, durante a primeira ação de plantação de árvores, na zona do Parque de Merendas de São João da Mata, naquele município do distrito de Leiria, o vice-presidente do Sport Lisboa e Benfica Domingos Almeida Lima, que também integra os órgãos da Fundação Benfica, salientou a importância de “envolver outras entidades na sensibilização para a defesa da floresta” portuguesa.

A Fundação Benfica “quer estar na primeira linha” deste processo, apoiando a reflorestação dos municípios atingidos pelos grandes incêndios, como o que deflagrou em 17 de junho de 2017, em Pedrógão Grande, e alastrou depois a Castanheira de Pera e outros municípios vizinhos, nos distritos de Leiria, Coimbra e Castelo Branco.

Domingos Almeida Lima disse aos jornalistas que o projeto de educação ambiental “Faz da tua escola um viveiro!” contempla 18 concelhos, incluindo alguns dos que foram afetados pelo fogo de 15 de outubro de 2017, que eclodiu no município da Lousã.

Além da plantação de 18 mil árvores de espécies da primitiva flora lusitana, designadamente diferentes variedades de carvalhos, a concretização do projeto, envolvendo escolas e autarquias, passa igualmente por sensibilizar as comunidades para a necessidade de apostar na plantação de árvores mais resistentes ao fogo do que o eucalipto e o pinheiro-bravo.

A presidente da Câmara Municipal, Alda Correia, e o presidente da Lousitânea, Paulo Silva, também participaram na ação simbólica, bem como trabalhadores da associação e da autarquia.

Alda Correia e Paulo Silva realçaram que a zona florestal envolvente do Parque de Merendas de São João da Mata, onde a plantação foi realizada na manhã de hoje, sobreviveu parcialmente ao incêndio de junho de 2017, graças à presença de diversas árvores de folha caduca, junto a uma linha de água.

“Temos aqui algumas espécies que travaram o incêndio”, declarou a autarca do PSD, eleita para um primeiro mandato nas eleições locais de há um ano.

Na sua opinião, há necessidade de “deixar as coisas de forma sustentada, para que não aconteça o que aconteceu em junho de 2017”, adiantou, olhando em redor, onde milhares de eucaliptos foram queimados.

No âmbito do projeto de educação ambiental, “cada escola faz o seu próprio viveiro de espécies autóctones”, sobretudo carvalhos e castanheiros, cujas sementes germinam com alguma facilidade, permitindo que as crianças acompanhem o processo de crescimento, salientou Paulo Silva.

“O carvalho é uma espécie muito emblemática desta região”, sublinhou.

O dirigente associativo disse que hoje, em Castanheira de Pera e Santa Comba Dão, distrito de Viseu, são plantadas mil árvores, de um total de 6.000 para os dois municípios.