Calor na Europa com incêndios, poluição e relógios derretidos

by Rita Inácio | 7 Agosto 2018 08:42

Parte da Europa continuou ontem sob os efeitos da onda de calor, que fizeram um relógio derreter na catedral de Utrecht, na Holanda, agravaram a poluição do ozono em França, mantendo dois grandes fogos florestais em Portugal e Espanha, dá conta a agência Lusa.

Portugal respirou ontem um pouco melhor, depois terem sido atingido máximos históricos em várias estações meteorológicas, nomeadamente em Lisboa, que no sábado chegou aos 44.º, e ultrapassou as 45.º em vários locais do país.

A temperatura mais elevada registada até às 17h00 de sábado foi 46,8º em Alvega, a que se seguiram: Santarém/F. Boa (46,3º), Alcácer do Sal (46,2º), Coruche e Alvalade do Sado (46,1º), Pegões (46,0º), Neves Corvo (45,8º), Setúbal (45,5º), Évora e Tomar (45,4º), Reguengos e Amareleja (45,3º), Avis, Viana do Alentejo e Portel (45,2º) e Mora (45,1º).

Jorge Botelho, presidente da Comissão de Proteção Civil de Faro, referiu que tinham ardido entre 15 e 20 mil hectares”, obrigando à evacuação de várias localidades. As chamas atingiram, além do concelho de Monchique, o de Silves e o de Odemira, em Beja.

Do outro lado da fronteira, os bombeiros espanhóis conseguiram assumir o controle de um incêndio que começou no domingo em Almonaster la Real, na província de Huelva, Andaluzia, numa região de pinheiros e eucaliptos. De acordo com os bombeiros, a situação “moveu-se na direção certa graças à falta de vento”, tendo o fogo sido combatido por 12 meios aéreos.

As temperaturas em Espanha permanecem, igualmente, altas, especialmente no sudoeste, onde os termómetros rondaram 40-42º graus, não contando que as noites sejam mais frescas, já que à meia-noite na cidade de Zorita (sudoeste) os termómetros marcavam 35,1º.

Os ponteiros do relógio da torre sineira da majestosa catedral de Utrecht, no centro da Holanda, cederam sob as temperaturas e não giram desde as 11h23 de sexta-feira. Os metais do interior do relógio derreteram, bloqueando as rodas provenientes do ano de 1857. O relógio foi consertado sob um calor tórrido.

A Bélgica também conheceu domingo o seu “51.º dia de verão”, durante o qual a temperatura máxima passou os 25.º, o recorde remonta a 1947, com 66 dias de verão. Em França, as temperaturas mais elevadas eram esperadas para ontem e hoje, com 37.º previstos para a cidade de Bordeaux e 36.º em Paris e Lyon. Estas temperaturas elevadas são acompanhadas de um aumento da poluição do ozono sobretudo na região parisiense, no sul e este, tendo sido impostas restrições à circulação automóvel.

Um supermercado de Helsínquia chegou mesmo a oferecer aos seus clientes asilo climático, autorizando os clientes a dormir nos seus locais climatizados durante o fim-de-semana.

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