A comunidade de investidores da Goparity está a financiar um novo projeto da Aquila, grupo internacional especializado em financiamento climático no Sudeste Asiático, para expandir o acesso à energia solar residencial na Malásia. A iniciativa, que pretende angariar 300 mil euros, mobiliza capital europeu para acelerar a transição energética num dos mercados emergentes com maior crescimento da procura de eletricidade, promovendo soluções sustentáveis e acessíveis.
O montante angariado será canalizado para a Okapi, empresa malaia que instala sistemas solares domésticos sem exigir um investimento inicial, oferecendo planos de pagamento a longo prazo que facilitam o acesso à energia solar e reduzem as barreiras financeiras. A Aquila é a responsável pela estruturação do financiamento, permitindo a instalação de novos sistemas solares em diversas regiões do país e tornando a energia limpa mais acessível a famílias e pequenas empresas.
“Entrar no Sudeste Asiático é um marco importante na diversificação do nosso portfólio de investimentos. Já oferecemos diversificação por empresa e por setor, e agora estamos a expandir esse princípio geograficamente – através de uma nova região onde a nossa comunidade de investidores pode criar um impacto significativo através da Goparity”, afirma Nuno Brito Jorge, CEO e cofundador da Goparity.
Stefano Pellegrino, CEO da Aquila, acrescenta que “o Sudeste Asiático é o lar de alguns dos mercados solares que mais crescem no mundo, mas o acesso ao financiamento continua a ser a maior barreira para a adoção. Esta parceria com a Goparity pretende mudar isso, ligando capital europeu a oportunidades de energia limpa de alta qualidade na região e tornando esse acesso possível a todos”.
O projeto prevê a instalação de 58 sistemas fotovoltaicos, com capacidade total de 495 kWp e produção anual estimada de 698 MWh de energia limpa. Este volume permitirá evitar aproximadamente 538,7 toneladas de emissões de CO₂ por ano. Além do impacto ambiental, a iniciativa beneficiará entre 60 e 70 famílias e pequenas empresas, proporcionando acesso a energia e redução significativa de custos energéticos. Estima-se que os utilizadores possam alcançar uma poupança acumulada de cerca de 470 mil dólares, em cinco anos, graças a um modelo que elimina o investimento inicial e reduz a fatura elétrica desde o primeiro mês.
A iniciativa surge num momento em que Sudeste Asiático tem acelerado a transição para um modelo energético mais sustentável, impulsionado pelo crescimento económico, pela industrialização e pelo aumento contínuo da procura de energia. Apesar do potencial da energia solar residencial, o acesso ao financiamento continua a ser um dos principais obstáculos.









































