Carros elétricos: deixem passar o futuro

by Inês Gromicho | 10 Outubro 2016 10:01

Os veículos elétricos são cada vez mais uma realidade nas estradas portuguesas. Ano após ano aumentam as vendas destes automóveis e motas, noticia hoje o jornal I. Os dados mais recentes, da Associação Automóvel de Portugal (ACAP), mostram que nos primeiros seis meses de 2016 se verificou um crescimento de 43% nas vendas quando comparadas com o ano passado, correspondente a 338 veículos movidos a baterias. Atualmente há nove marcas a comercializar 20 modelos de veículos elétricos.

O I questionou se compensa investir num automóvel elétrico em vez de um automóvel alimentado por combustíveis fósseis e experimentou três veículos elétricos de diferentes segmentos: um Renault ZOE, um Nissan Leaf e um BMW i3. Modelos diferentes com algo e comum: quando as baterias começam a ficar sem carga, deve-se pensar bem no trajeto que se vai fazer, se a garagem em casa tem uma tomada perto e se compensa investir neste tipo de automóvel.

Por ser elétrico a resposta à aceleração é muito mais eficaz, a potência está disponível de imediato, não faz ruído e têm um arranque rápido. No entanto, é necessário cuidado com a duração da bateria.

As baterias, com autonomias entre os 130 e os 200 quilómetros, estão cada vez mais eficazes, e uma vez que o carregamento público, é para já, gratuito, já se está a meter dinheiro ao bolso. Se for emc casa estima-se que os valores de cada carregamento estejam próximos de 1,5 euros.

Porém, um carro não foi feito apenas para distâncias curtas, e o jornal I testou a viabilidade numa viagem de fim-de-semana entre Lisboa e Aveiro, num Renault ZOE. Quando completamente carregado, mostrava uma autonomia de 180 quilómetros, mas ao chegaram a Aveiras (a 65 quilómetros de casa, onde existe um dos dois pontos de carregamento entre Lisboa e Porto), o ZOE já só indicava uma autonomia de 80 quilómetros. Neste ponto, a tarefa de carregamento ficou cumprida em 30 minutos.

Foi necessário parar novamente em Pombal, já com apenas 20 quilómetros e autonomia, sendo necessário um novo carregamento, o que demorou 40 minutos.

No total demorou-se quase 6 horas para fazer uma viagem que habitualmente demora entre duas horas e meia a três horas. Porém, chega-se ao destino com mais dinheiro no bolso.

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