Central a Carvão do Pego começa a ser demolida no próximo mês

A Tejo Energia confirmou que os trabalhos de demolição da antiga Central Termoelétrica a Carvão do Pego deverão ter início em março, marcando uma nova fase no processo de reconversão do complexo industrial e na preparação do local para futuros projetos alinhados com a transição energética.

A decisão de avançar com o desmantelamento da central surge na sequência da impossibilidade em concretizar o projeto de reconversão energética que a Tejo Energia apresentou ao então Governo português, o qual previa, além da construção de centrais de energia solar fotovoltaica e eólica, a substituição do uso de carvão por biomassa florestal residual local, complementado com a possibilidade de atuar como compensador síncrono e, deste modo, contribuir para a estabilidade da rede elétrica. A proposta foi rejeitada em detrimento de outro projeto.

Assim, a intervenção de demolição terá uma duração estimada de cerca de três anos e abrangerá todas as infraestruturas diretamente associadas à produção de eletricidade a partir de carvão. O objetivo é a reposição dos terrenos às suas condições de base, garantindo a sua devolução em plena segurança e conformidade ambiental. O ramal ferroviário e a ponte rodo-ferroviária existentes não serão alvo de qualquer intervenção.

Durante o pico dos trabalhos, a operação de desmantelamento e demolição poderá envolver cerca de 80 trabalhadores, representando um impacto positivo temporário na economia local, nomeadamente nos setores do alojamento, restauração, comércio e serviços da região.

As torres de refrigeração e a chaminé da central, com 116 metros e 225 metros de altura, respetivamente, serão demolidas numa fase final do projeto através do uso controlado de explosivos. Esta operação será realizada por equipas especializadas e certificadas, cumprindo rigorosamente os mais elevados padrões de segurança, engenharia e proteção ambiental, em estreita articulação com as autoridades competentes.

No âmbito da gestão de materiais, a Tejo Energia assegurará a adoção das melhores práticas internacionais, privilegiando a reutilização de equipamentos, a reciclagem de betão para operações de nivelamento, a separação e reaproveitamento de materiais metálicos e a minimização de resíduos enviados para aterro.

Durante a execução dos trabalhos, prevê-se um aumento temporário do tráfego rodoviário nas vias de acesso ao complexo industrial, associado à circulação de maquinaria pesada e ao transporte de materiais. Sempre que necessário, serão implementadas medidas de gestão e segurança rodoviária para mitigar eventuais impactos na comunidade.