CentroAdapt debate melhores práticas de gestão florestal adaptativa

CentroAdapt debate melhores práticas de gestão florestal adaptativa

Debater as alterações climáticas no contexto da indústria da madeira é o principal objetivo desta formação que irá abordar a influência das alterações climáticas na qualidade e disponibilidade de madeira para a indústria, as estratégias de gestão florestal adaptativa e as respetivas consequências para a indústria madeireira.

Dirigida a empresas, profissionais ligados ao sector e estudantes da área ambiental e florestal, esta é uma iniciativa que procura promover o aumento da capacidade de inovação das empresas e entidades face às alterações climáticas, assim como contribuir para a criação de importantes redes de contactos.

Segundo Sofia Knapic do Centro de inovação e competências da floresta: “As alterações climáticas, que se têm manifestado de forma cada vez mais intensa, colocam-nos futuros desafios no que respeita à qualidade da madeira disponível para o uso industrial, nomeadamente alterações nas suas propriedades, mas também na disponibilidade em quantidade das diferentes espécies que abastecem as nossas indústrias florestais”.

Para abordar a questão das estratégias de gestão florestal adaptativa, estará presente Maria Conceição Caldeira e Vanda Oliveira do Instituto Superior de Agronomia que consideram que “a floresta portuguesa está sujeita ao impacto das alterações climáticas tornando-se cada vez mais urgente conhecer as melhores práticas de gestão florestal adaptativa a estas novas condições. Neste contexto colocam-se diversos desafios à indústria da madeira mas também podem surgir oportunidades, por exemplo, através de um aumento de materiais renováveis”.

As alterações climáticas constituem um desafio global com impactos ambientais, económicos e sociais. O combate às mudanças climáticas através do reforço da capacidade de adaptação, é um objetivo prioritário da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, e implicará uma abordagem estruturada para prevenir e/ou reduzir futuros riscos, bem como, explorar potenciais benefícios.

Como explica João Carlos Marques, responsável pelo CentroAdapt, “as alterações climáticas constituem uma ameaça global para os ecossistemas naturais e humanos a nível ambiental, social e económico. Implementar estratégias concertadas e sustentáveis para mitigar os seus efeitos e potenciar a adaptação a um clima em mudança, constitui uma prioridade a curto prazo. Neste sentido, o CentroAdapt assume o papel de facilitador de informação entre a academia e as empresas/entidades, estimulando a potencial definição de necessidades dos agentes e a procura de alternativas para os desafios futuros face às mudanças climáticas”.

Com vista à criação de uma plataforma de inovação aberta e inclusiva que incorpore as competências necessárias a uma eficiente e eficaz transferência de conhecimento, o CentroAdapt leva a cabo ações de sensibilização e networking, promovendo encontros entre os diferentes agentes, com vista a consciencializar empresas e entidades para as adaptações às alterações climáticas.

A inscrição é gratuita e deve ser feita aqui.