Chamas destruíram mais de 37 mil hectares de áreas protegidas

Chamas destruíram mais de 37 mil hectares de áreas protegidas

Os incêndios florestais destruíram, este ano, mais de 37 mil hectares de áreas protegidas, registando-se a maior extensão de área ardida no Parque Natural da Serra da Estrela, segundo o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), noticia a Lusa.

O relatório provisório do ICNF estima que, até 16 de outubro, arderam na Rede Nacional de Áreas Protegidas (RNAP) 37.332 hectares de espaços florestais. O ICNF destaca o Parque Natural da Serra da Estrela pela maior extensão de área ardida até 16 de outubro (20.116 hectares, cerca de 22,6% da área total do parque).

O documento, publicado na página de Internet daquele organismo, adianta que as áreas protegidas mais afetadas, face à sua extensão, são a Serra do Açor e o Monumento das Portas de Ródão, com uma afetação de quase 79,3% e 71,8% respetivamente. As áreas protegidas terrestres ocupam cerca de 712,5 mil hectares e os terrenos submetidos ao regime florestal 525,4 mil hectares (55 mil em matas nacionais e 468 mil em perímetros florestais). O ICNF indica que arderam este ano 13.657 hectares de terrenos submetidos ao regime florestal (cerca de 2,6%).

Segundo o documento, as matas nacionais mais afetadas pelos incêndios foram a de Leiria (80%), das Dunas de Quiaios (56%) e do Urso (Pombal – 51%). Os perímetros florestais que se destacam pelas elevadas taxas de destruição são os de Castelo Novo (Fundão), de Louriçal (Castelo Branco) e de Alcongosta (Fundão), com mais de 93% de área afetada.

O ICNF indica que os incêndios florestais consumiram, este ano, mais de 418 mil hectares e cerca metade da área ardeu na primeira quinzena de outubro. Segundo os dados, o pior ano de sempre em área ardida registou-se em 2003 (425.839 hectares), seguido de 2017 (418.087 ha) e de 2005 (339.089 ha).