Consumo de eletricidade cai 0,5 por cento em julho

Consumo de eletricidade cai 0,5 por cento em julho

Categoria Ambiente, Energia

O consumo de eletricidade recuou 0,5% em julho, face a igual período de 2015, totalizando 4.260 Gigawatt/hora (GWh), divulgou hoje a REN – Redes Energéticas Nacionais. Corrigindo os efeitos da temperatura e número de dias úteis, a queda foi de 0,8%.

Nos primeiros sete meses do ano, o consumo de eletricidade caiu 0,4%, face ao período homólogo de 2015, para 28.922 GWh, segundo a REN.

Em julho registaram-se condições favoráveis na produção hidroelétrica com um índice de produtibilidade de 1,18, ao contrário da produção eólica, com condições abaixo da média, com o índice a registar 0,94.

No mês passado, o sistema nacional manteve-se exportador, com um saldo equivalente a cerca de 3,0% do consumo português.

A produção através de fontes renováveis foi responsável pelo abastecimento de 39% do consumo nacional mais o saldo exportador.

No final de julho, o índice de produtabilidade hidroelétrica anual era de 1,66, enquanto o relativo à eólica estava nos 1,11.

A produção de energia renovável, refere a REN, abasteceu mais de dois terços (67%) do consumo mais saldo exportador, do qual a hidráulica foi responsável por mais de um terço (37%), a eólica 23%, a biomassa 5,0% e a fotovoltaica 1,4%.

A produção não renovável foi responsável pelo abastecimento de 33%, com o carvão a representar 17% e o gás natural 16%.

Entre janeiro e julho, o saldo exportador é equivalente a 14% do consumo nacional, sendo o valor mais elevado de sempre para este período, adianta a REN.

No segmento de gás natural, o consumo registou em julho um aumento homólogo de 8,6%, impulsionada pela forte recuperação do segmento de produção elétrica que cresceu 38%, compensando largamente a quebra de 5,2% no segmento convencional.

Em julho, apesar da recuperação do mercado elétrico, o consumo acumulado anual regista ainda uma variação homóloga negativa de 1,4%, resultado de uma quebra de 4,7% no segmento convencional e de crescimento de 15% no mercado elétrico.