COP 22: ainda vamos a tempo de salvar o planeta?

by Inês Gromicho | 18 Novembro 2016 12:04

Mesmo que a partir de amanhã se parasse de emitir gases com efeito de estufa para a atmosfera, a temperatura mundial continuaria a subir nas próximas décadas, fenómeno esse que traz consigo toda uma lista de consequências: desaparecimento de zonas geladas, aumento do nível do mar, migração de espécies animais, cheias, inundações e fenómenos extremos cada vez mais recorrentes, noticia hoje o Jornal i.

Portugal não tem como fugir a esta onda negativa face ao clima e, com base em dados divulgados através do Projeto Cartas de Inundação e Risco em Cenários de Alterações Climáticas (CIRAC), é possível até antever que zonas do país mais vulneráveis.

No total, falamos de 2% do território nacional, divididos entre Lisboa, Porto, Coimbra e Oeiras. Nestas cidades existem pelo menos 3061 edifícios expostos a danos causados por inundações, e se Coimbra é a cidade como edifícios em risco (1278), Oeiras é a que apresenta um risco mais elevado, devido, por exemplo, à altura das ondas de cheia.

Para Francisco Ferreiro, dirigente da associação ambientalista Zero, quando se fala em clima fala-se de algo “altamente resiliente” e é por isso que, “perante a inevitabilidade dos acontecimentos, o melhor é estar preparado”.

Em declarações ao Jornal i, o ambientalista não põe, no entanto, em causa o risco que o país corre: “as provas são tão claras que disso já ninguém duvida”. Lembra ainda, que a questão, aqui está na dimensão do fenómeno, também ele imprevisível.

Em relação à COP, Portugal esteve representado por António Costa e o país foi apresentado como “comprometido com o acordo”, estando por isso na primeira linha de combate ao aquecimento global.

Além de garantir que o país tem todas as condições para cumprir as metas a que se propôs, o primeiro-ministro vai mais longe e avança com um plano imediato no processo de revisão do Roteiro de Baixo Carbono para 2050.

O objetivo é que passemos a ser “neutros em emissões de gases com efeito de estufa até ao final da primeira metade do século”, ou seja, que todos os gases emitidos pelo país sejam tão reduzidos que acabem absorvidos pela própria Natureza.

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