Dia Nacional da Água: “O ponto de partida deste ano é bem melhor do que o do ano passado”

Dia Nacional da Água: “O ponto de partida deste ano é bem melhor do que o do ano passado”

Categoria Águas, Ambiente

No dia em que se inicia um novo ano hidrológico e, em simultâneo, se comemora o Dia Nacional da Água, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) assinalou a efeméride com uma sessão dedicada à “A importância da gestão da água em contexto de emergência climática”.

José Pimenta Machado, vice-presidente da APA, aproveitou a sessão de abertura para fazer um balanço do ano: “O ponto de partida deste ano é bem melhor do que o do ano passado”.

No que diz respeito às disponibilidades, há uma garantia: “Temos mais águas nas albufeiras”. E um bom exemplo disso é o Algarve: “No ano passado, não havia água nas albufeiras para consumo. Este ano, temos mais de 50 hectómetros cúbicos”. Ainda assim, o vice-presidente da APA não deixou de fazer um alerta: “O Algarve não deixa de ser preocupação!”.

Relativamente à gestão de eventos extremos, a “maior complicação” teve que ver com a tempestade Karine, em fevereiro, que apesar de ter gerado algumas adversidades nos caudais do Douro, que afluíram no Pocinho, em Miranda, na ordem dos 2800 metros por segundo – “muito acima da média” -, a situação, no geral, foi gerível. Outras situações a destacar foram “algumas cheias urbanas”, mas que, da mesma forma, também não causaram danos, sendo situações mais locais, refere.

A recuperação da rede hidrográfica é algo que José Pimenta Machado não quis deixar de evidenciar. Lembrando os incêndios de 2017 e 2018 que provocaram estragos na rede, com milhares de quilómetros de rios e ribeiras danificados e infraestruturas de lazer e de captação de água destruídos, o vice-presidente da APA orgulha-se do “trabalho de equipa com os municípios” e do “aspeto inovador” aplicado: “Hoje, o balanço é positivo. Beneficiamos mais de mil quilómetros de rede hidrográfica com soluções baseadas na engenharia natural”. A tudo isto, acresce a vantagem de serem “empresas locais” a trabalhar, havendo uma “capacitação de técnicos para uso de soluções de base natural”, assim como o “envolvimento da comunidade local”.

Com o fim da época balnear, apesar do contexto ter sido de pandemia, o balanço é também melhor do que o ano passado. Olhando ao indicador “bandeira azul”, destacam-se 311 praias, mais 20 do que na época balnear anterior: “No contexto europeu, Portugal é o sexto país com maior número de bandeiras azuis”. No Interior, existem 42 praias com bandeira azul: “No contexto europeu, somos o segundo país com mais bandeiras azuis”, destaca.

Como mensagem final, o vice-presidente da APA quis deixar um agradecimento aos parceiros, entidades gestoras, municípios, comunidades intermunicipais e, em especial, à equipa da APA.