EDP reforça da liderança na transição energética com duas novas unidades de negócio

EDP reforça da liderança na transição energética com duas novas unidades de negócio

Categoria Advisor, Empresas

A EDP anunciou esta sexta-feira a criação de duas novas unidades de negócio que visam contribuir para o reforço da liderança da empresa na transição energética, refere a edição digital da revista Executive Digest. Uma das unidades chama-se “H2 Business Unit (H2B)” e será dirigida para o desenvolvimento de projetos de hidrogénio verde. A outra unidade será “dedicada ao armazenamento no seio da EDPR NA” com o objetivo de “atingir uma capacidade de 1 GW em cinco anos”, acrescenta a publicação.

Sobre a H2BU, a EDP adianta, em comunicado, que irá focar os seus esforços de desenvolvimento de oportunidades de hidrogénio verde junto de sectores promissores. Será o caso do aço e da química, mas também das refinarias e cimentos ou, ainda, transportes pesados de longo curso. Quanto aos mercados prioritários, os Estados Unidos da América e Europa destacam-se, refere a publicação dedicada à economia.

Já no que diz respeito à nova unidade de negócio de armazenamento de energia, a EDP esclarece que está associada à EDP nos EUA e que trabalhará, sobretudo, a análise da tecnologia de armazenamento.

Para Miguel Stilwell de Andrade, CEO da EDP, “a criação destas unidades de negócio reforça a liderança da EDP na transição energética. A crescente penetração de renováveis exige cada vez mais a integração com sistemas de armazenamento, como sejam as baterias, para proporcionar a flexibilidade necessária ao sistema elétrico e assim potenciar o próprio crescimento das renováveis”. Adicionalmente, “a combinação das renováveis na geração de eletricidade com a eletrificação dos consumos será o caminho mais custo-eficaz para a descarbonização da maior parte dos usos de energia final”, acrescenta.

Contudo, Miguel Stillwell de Andrade atenta que para cumprir os objetivos de neutralidade carbónica é preciso “recorrer a outros vetores energéticos, nomeadamente o hidrogénio verde. Esta será a solução para dar resposta aos setores onde a eletricidade não é uma opção tecnicamente viável ou economicamente atrativa”.