Electrão e ERP Portugal contestam o “péssimo contributo ambiental” citado pela ZERO

Electrão e ERP Portugal contestam o “péssimo contributo ambiental” citado pela ZERO

Categoria Ambiente, Resíduos

No seguimento das recentes declarações da ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável, o Electrão e a ERP Portugal lamentam em comunicado o “péssimo contributo ambiental para o setor da reciclagem de resíduos elétricos dado pela citada ONGA” no dia de hoje: Dia Internacional dos Resíduos Eléctricos.

Enquanto mais de 100 organizações pelo mundo fora se mobilizaram neste dia para comunicar a uma só voz uma mensagem de apelo à necessidade da alteração de comportamentos dos cidadãos para garantir a correta separação e encaminhamento para reciclagem dos resíduos eléctricos, prioridade máxima deste setor, “esta organização não governamental optou por vir a público intencionalmente descredibilizar o trabalho desenvolvido nos últimos anos pelas entidades gestoras signatárias”, mas também pelos “consumidores, municípios, retalhistas e demais empresas que se têm empenhado nesta causa nacional”, pode ler-se no comunicado.

Para estas instituições, “não pode ser admissível” que uma organização não governamental ambiental venha a “público premeditadamente prejudicar a difusão clara desta mensagem chave para o cumprimento das metas ambientais do país, instalando a dúvida e a incerteza junto de tudo e todos”. E, segundo o Electrão e a ERP Portugal, “mais lamentável se torna este contributo, quando esta organização propõe, aqui sim, o colapso de um sistema de recolha de mais de dez mil locais que permitem hoje o correto encaminhamento para tratamento e reciclagem de mais de cerca de 25 mil toneladas de resíduos anuais e que demorou 15 anos a estabelecer”.

Naturalmente, o Electrão e a ERP Portugal garantem que acompanham com “muita preocupação os resultados da recolha e reciclagem” do país e “não se resignam aos valores muito afastados das metas estabelecidas, infelizmente em linha com o que se passa na grande maioria dos países europeus”. Têm, por isso, em diversas ocasiões proposto às tutelas “alterações ao quadro regulatório e legal estabelecido”.

Não obstante, afirmam as entidades, este tipo de iniciativas do Dia Internacional dos Resíduos Eléctricos, são sobretudo “importantes para sinalizar a questão ambiental associada à reciclagem e uma oportunidade para relembrar aos cidadãos que nunca é demais o esforço e o empenho que colocam na separação dos resíduos e o no seu encaminhamento para reciclagem”. Ou para “mobilizar os mais céticos a adotarem estas práticas de separação de resíduos”, porque apenas assim será “possível tratar os materiais e componentes perigosos presentes nalguns produtos elétricos e eletrónicos que consumimos e garantir o fecho dos materiais evitando o consumo de novas matérias primas, protegendo o ambiente e a saúde”.