Energia Simples: uma comunidade de partilha de energia verde

Energia Simples: uma comunidade de partilha de energia verde

Categoria Ambiente, Energia

Imagine-se numa comunidade, onde toda a energia consumida fosse proveniente de fontes renováveis. Parece uma visão utópica e um pouco distante dos padrões mais ortodoxos. Mas vai deixar de ser.

A Energia Simples, empresa nacional do ramo de comercialização de energia, apresentou, recentemente um novo conceito de partilha de energia verde. O objetivo é simples: promover a partilha de electricidade renovável, através de comunidades compostas pelos seus clientes.

Recorrendo à instalação de painéis fotovoltaicos e de baterias de lítio, o consumidor passa a ser produtor de energia “consumida por si e pela sua comunidade”. “É um conceito que altera totalmente o paradigma energético moderno e vem colocar o consumidor numa posição ativa e não passiva na cadeia de energia”, começa por explicar Manuel Azevedo, CEO da Energia Simples.

Numa fase inicial com apenas 10 clientes, a empresa espera, posteriormente, aumentar “este número de forma sustentada”, sendo que já se encontram abertas as pré-inscrições, com o objetivo de se arrancar o projeto no início de agosto deste ano. Com esta comunidade será assim possível um consumo partilhado entre membros,mas também uma armazenamento, que pode ser mais tarde utilizado.
Em declarações à Ambiente Magazine, Manuel Azevedo explicou que este conceito de partilha assenta “na utilização de tecnologias que nos permitem caminhar para a descentralização da produção de energia elétrica”. “Estas tecnologias, embora não sejam recentes, como por exemplo, o fotovoltaico e as baterias de armazenamento de energia, são cada vez mais atrativas dado o seu custo-benefício. A energia verde, produzida através de fontes renováveis, é também uma realidade cada vez mais presente no mercado português, apesar da produção em regime de autoconsumo ainda não ser expressiva”, acrescenta.

Com este tipo de produção a aumentar em Portugal, o responsável salienta o papel dos “subsídios existentes para fontes convencionais e que, do ponto de vista legislativo, permitem facilitar a implementação, quer de parques renováveis para venda em regime de mercado, quer para o próprio autoconsumo para indústrias e habitações”. Mais do que apenas uma tendência moderna, o responsável considera que, no futuro, “serão necessários sistemas de acumulação de energia”.

Na sua opinião, Portugal precisa ainda assim, de “dotar a rede elétrica de infraestrutura suficiente para suportar o carregamento em simultâneo dos veículos eléctricos”, a par de “uma maior procura de energia elétrica, o que irá dificultar a capacidade de alimentar todas as cargas com energia renovável”.

Relativamente à Energia Simples, e depois da empresa se ter expandido em 2017 no mercado espanhol, nos próximos anos os responsáveis esperam “apostar no nosso crescimento no mercado português e espanhol, simplificar os processos e aumentar a confiança do consumidor”.

*Este artigo foi publicado na Ambiente Magazine 75.

Ricardo Ramos Gonçalves