Eurospuma produz a primeira espuma com matéria-prima reciclada

Eurospuma produz a primeira espuma com matéria-prima reciclada

Integrada no projeto europeu UrbanRec, a Eurospuma S.A. “provou a viabilidade industrial da produção de espuma viscoelástica com poliol reciclado, proveniente de resíduos volumosos”, refere a empresa num comunicado.

Esta espuma foi concebida para a camada superior de um colchão pela sua suavidade e excelente permeabilidade ao ar. Para a Eurospuma este desenvolvimento “não só é um grande passo com vista à economia circular como também preenche os requisitos mais exigentes da indústria colchoeira”.

A comunidade europeia já implementou medidas para a prevenção de resíduos e eliminação de aterros. Contudo, parte da população ainda desconhece o que deve fazer com o seu colchão antigo, e acaba por deixá-lo no aterro mais próximo, aumentado assim a pilha de resíduos volumosos. Embora ninguém pense no que acontece ao seu colchão depois de o deitar fora, existem limitações para uma ‘segunda-vida’ já que não pode ser incinerado nem restaurado.
No âmbito do projeto UrbanRec, a Eurospuma S.A – um produtor de espuma português – abraçou o desafio de dar uma segunda vida aos resíduos volumosos, incorporando poliol reciclado na produção de espuma viscoelástica usada em colchões novos.

Durante o projeto, a Eurospuma testou matérias-primas provenientes de diferentes fontes de resíduos volumosos, obtidos através da reciclagem e transformação química de espumas de colchões, sofás e outras peças de mobiliário usado. Depois de determinado o método de reciclagem e as fontes utilizadas, a equipa concentrou os seus esforços na produção.

No final de 2018, a Eurospuma fez uma produção experimental da primeira espuma com poliol reciclado. Assim, o objetivo inicial de converter produtos reciclados em matéria-prima foi atingido. A espuma foi produzida com as propriedades físicas esperadas e pode então ser usada como camada superior de um colchão.

Embora a tecnologia necessite de mais ajustes por parte do consórcio é já uma grande conquista para a indústria e o seu desenvolvimento sustentável podendo abrir várias oportunidades para a reciclagem de resíduos volumosos e para a diminuição da pegada de carbono associada à mesma.