EY Portugal divulga guidelines orientadoras sobre o papel das Micro-Redes na Transição Energética

EY Portugal divulga guidelines orientadoras sobre o papel das Micro-Redes na Transição Energética

Categoria Ambiente, Energia

No âmbito da 3ª edição do Beyond – Portugal Digital Transformation, um movimento de reflexão e debate sobre a o apel das Micro-Redes na Transição Energética, a EY Portugal divulgou em comunicado à imprensa as EY Future Guidelines para o setor de Power and Utilities, que se apresenta numa profunda fase de transição. A EY acredita que “nos próximos dez anos todos os pontos da cadeia de valor do setor estarão em transformação e impactarão globalmente a interação diária da sociedade com a energia elétrica”, lê-se no comunicado.

  • As Micro-Redes podem influenciar positivamente a transição para uma produção de energia 100% renovável?

As Micro-Redes facilitarão a penetração de fontes de energia renováveis no mix energético. Um dos principais entraves a uma rede elétrica 100% renovável está relacionado com a variabilidade da geração de energia. Neste novo paradigma, a geração e o consumo estão mais próximos e o armazenamento garante a disponibilidade de energia e a estabilidade da rede. As trocas energéticas bi-direcionais garantem a disponibilidade de energia aos vários pontos de uma rede dinâmica, reduzindo ainda as perdas associadas ao transporte de energia em maiores distâncias.

  • Como poderão as Micro-Redes alterar a relação dos consumidores com a cadeia de valor da energia electrica?

A cadeia de valor atual é essencialmente unidirecional, desde a geração de energia até ao consumidor final. Com a implementação de micro-redes, o consumidor assumirá um papel ativo, não utilizando apenas energia importada da rede elétrica. A energia fluirá em ambos os sentidos. O auto-consumo, armazenamento e exportação serão o novo normal.

  • Que tecnologias poderão alavancar o potencial das micro-redes?

As micro-redes combinadas com novas tecnologias, apresentam uma solução de longo prazo com bastante potencial, com vista à descarbonização e “eletrificação” da sociedade.

O Blockchain, por exemplo, pode por um lado, facilitar as transações de energia e por outro, autenticar o ponto de origem da energia consumida. Assim, as transações peer-to-peer realizadas entre os prosumers da micro-rede, serão realizadas em tempo real através de smart contracts codificados na Blockchain, com condições pré estabelecidas pelos vendedores e compradores. Os compradores terão garantias da origem da energia e das permissões de emissões associadas, através do registo digital na Blockchain.

Com Inteligência Artifical, através de algoritmos preditivos, é possível prever a entrada de fontes de energia renovável, antecipar o comportamento dos consumidores e estimar a produção, tornando a rede “inteligente”, para dar resposta otimizada às flutuações de oferta e procura em tempo real.