Esta foi um das afirmações de Nuno Gonçalves, Vice-Presidente do Conselho Diretivo do IAPMEI, durante um debate no XVI Encontro Nacional de Gestão de Resíduos, que decorreu na última quinta-feira, 16 de abril, em Lisboa. O orador lembrou que as PME’s (pequenas e médias empresas) têm mais dificuldade em investir e em inovar, e por isso em conseguir financiamento, e que no IAPMEI “a nossa ação começa na evangelização da temática da sustentabilidade como um tudo”.
Relembrando os atuais desafios que as empresas enfrentam, até pela volatilidade dos mercados, Nuno Gonçalves acrescentou que “o mercado e os clientes estão eles próprios cada vez mais preocupados com a sustentabilidade”.
Dessa forma, aconselhou às PME’s fazerem um reforço de capitais próprios (porque hoje 50% já não chega para fazer face aos desafios), através de incentivos públicos como o Portugal 2030 e o PRR (Plano de Recuperação e Resiliência), essencialmente em áreas da sustentabilidade e da inovação digital.
Frisando que “não estamos a acelerar o suficiente”, o orador defendeu desde o primeiro minuto o “aspeto colaborativo”, exemplificando com as Agendas Mobilizadoras, que trazem às empresas “abertura de espírito e benefício de entidades e outras empresas”.
Também Natália Alencar do Banco Português de Fomento, defendeu que “a sustentabilidade não pode ser posta em segundo lugar, mesmo face ao atual contexto geopolítico, até porque as alterações climáticas são cada vez mais um assunto urgente”.
A participante neste debate comentou que na sua organização financeira, o principal produto de apoio são as garantias, que ajudam a obter crédito com condições mais favoráveis. E no Banco Português de Fomento há garantias/linhas próprias para a sustentabilidade.
Natália Alencar admitiu ainda que a entidade está a tentar simplificar mais as condições de acesso, essencialmente para as PME’s, considerando que “é incontornável investir em sustentabilidade”.
No Banco Português de Fomento as garantias têm maturidade de 15 a 20 anos, sendo ideais para projetos de médio e longo prazo.
Neste debate foi também reforçada a aposta na proximidade com associações empresariais e setores regionais, através de sessões de esclarecimento e apoio direto na preparação de candidaturas, com o objetivo de reduzir obstáculos e melhorar a qualidade dos projetos submetidos.






































