Fogo de Proença-a-Nova consumiu sete mil hectares de floresta

Fogo de Proença-a-Nova consumiu sete mil hectares de floresta

Categoria Ambiente, Florestas

O incêndio que teve início a 23 de julho em Proença-a-Nova e que durou cinco dias consumiu cerca de sete mil hectares de floresta e 20 edificações, anunciou hoje a autarquia. De acordo com um levantamento realizado pelo Gabinete de Proteção Civil e Florestas do município, arderam sobretudo povoamentos de pinheiro e eucalipto, tendo também sido consumidas oliveiras, árvores de fruto e pastagens. “Há ainda a registar 20 edificações ardidas, entre casas devolutas (oito) e arrecadações agrícolas e anexos (12)”, e cerca de 400 animais (entre caprinos, ovinos e asininos) ficaram sem pastagens, acrescenta.

Para minimizar o problema, o Gabinete de Apoio ao Empresário e Agricultor coordenou a distribuição, junto de 40 agricultores do concelho, “de 15 toneladas de feno (oferta de um empresário da zona da Alcafozes) e de 900 quilos de ração (solicitadas pela ACRIPINHAL, provenientes de vários pontos do país, incluindo da Associação de Produtores de Leite de Portugal)”, refere a agência Lusa.

Segundo a autarquia, um outro incêndio, que teve início junto à povoação do Malhadal, a 26 de julho, consumiu 80 hectares de floresta.

Na sexta-feira, os técnicos da autarquia deslocam-se às localidades de Cimadas Cimeiras, Relva da Louça, Galisteu, Vale de Água, Pergulho e São Pedro do Esteval “para apoiar no levantamento dos prejuízos provocados por este incêndio nas explorações agrícolas e pecuárias, solicitando-se que as pessoas atingidas levem consigo o parcelário”. “O objetivo é preparem-se os dados para candidatura a medidas de apoio de cariz excecional que possam vir a ser implementadas a nível central”, explica.

O incêndio de 23 de julho iniciou-se na Sertã e evoluiu para os concelhos vizinhos de Proença-a-Nova e de Mação. A autarca refere que, “nos cinco dias em que esteve ativo em Proença-a-Nova, o incêndio atingiu, em maior ou menor grau, as aldeias de Maljoga, Cimadas, Montinho das Cimadas, Relva da Louça, Labrunhais, Casal Velho, Galisteus, Caniçais, Vale da Carreira, Bairrada, Serimógão, Pernadas, Vale de Água, Pergulho, Murteira, Redonda, Padrão, São Pedro do Esteval (Picoteira do Monte), Murteirinha e esteve ainda junto do Parque Empresarial de Proença-a-Nova e do Centro Intermunicipal de Recolha de Animais Errantes”.

Ainda com incêndios ativos próximos do concelho de Proença-a-Nova, concretamente em Vila de Rei e Mação, o presidente do município reforça a necessidade de se encontrar uma solução para este problema. “Os incêndios que têm varrido o país impelem-nos a ter que, de uma vez por todas, repensar os territórios e a sua gestão, o combate, a utilização das ferramentas hoje disponíveis ao nível de apoio à decisão e a necessária formação da sociedade em cultura de prevenção de riscos. Sejamos capazes de dar o nosso contributo para uma solução alargada e duradoura”, apela João Lobo.

Foto Reuters