O Governo aprovou o plano “Polinizadores em Ação”, um instrumento estratégico para a conservação e sustentabilidade dos polinizadores em Portugal, essenciais para o funcionamento dos ecossistemas e a biodiversidade.
Portugal alberga uma elevada diversidade de polinizadores, com 746 espécies de abelhas, 148 de borboletas diurnas, mais de 2.600 de borboletas noturnas e 221 espécies de sirfídeos, entre outros grupos. Estes organismos desempenham um papel fundamental na reprodução de numerosas espécies de plantas e na resiliência ecológica dos territórios.
No entanto, à escala global e também em Portugal, as populações de polinizadores enfrentam um declínio preocupante, provocado por fatores como alterações no uso do solo, perda e fragmentação de habitats, intensificação de atividades socioeconómicas, alterações climáticas, espécies invasoras e poluição.
Estruturado em quatro eixos de ação, o plano aposta no reforço do conhecimento científico e da monitorização, na promoção de práticas sustentáveis de gestão do território, na mobilização da sociedade através da educação e comunicação e na integração da conservação dos polinizadores nas políticas públicas.
O plano foi desenvolvido no âmbito do projeto PolinizAÇÃO, em articulação com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), e envolveu especialistas, entidades públicas e privadas, membros da rede polli.NET e cidadãos, num processo participativo que incluiu consulta pública.
Para apoiar a implementação das ações prioritárias, o Fundo Ambiental irá disponibilizar 2 milhões de euros nos anos de 2026 e 2027, destinados a iniciativas como a monitorização dos polinizadores em Portugal, o restauro de habitats favoráveis, a capacitação científica e a promoção de boas práticas.
O plano contribui ainda para o Plano Nacional de Restauro da Natureza e está alinhado com o Regulamento Europeu do Restauro da Natureza, que estabelece como objetivo reverter o declínio dos polinizadores até 2030.
“Os polinizadores são essenciais para a biodiversidade e para o equilíbrio dos nossos ecossistemas. Com este plano, reforçamos o conhecimento científico, mobilizamos a sociedade e criamos condições para proteger estas espécies e garantir paisagens mais resilientes para o futuro”, considera a Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho.








































