A Assembleia Geral de Acionistas da AdP — Águas de Portugal, SGPS, S.A. aprovou o Relatório e Contas Consolidadas de 2025, ano em que o grupo registou um desempenho sólido, com crescimento do volume de negócios, aumento do investimento e melhoria dos principais indicadores financeiros e operacionais.
O volume de negócios consolidado ascendeu a 866,9 milhões de euros, mais 4,4% face ao ano anterior, impulsionado pelo crescimento das atividades de abastecimento de água e saneamento. Já o EBITDA ajustado aumentou 4%, para 390,7 milhões de euros, refletindo uma evolução das receitas superior ao acréscimo dos custos operacionais.
O resultado líquido consolidado fixou-se em 107,9 milhões de euros, o que representa um crescimento de 5,06% em comparação com 2024. O investimento totalizou 266,9 milhões de euros, incluindo integração patrimonial, correspondendo a uma subida de 32,4%. A dívida financeira líquida reduziu-se em 112 milhões de euros, situando-se nos 1.103 milhões de euros.
Em 2025, o grupo avançou com processos considerados estruturantes para a resiliência hídrica, com destaque para o desenvolvimento da solução de dessalinização e para o enquadramento de soluções complementares de reforço da disponibilidade de água, incluindo a tomada de água no Pomarão, no Algarve.
Foi também consolidado o novo enquadramento da gestão integrada das origens de água na Zona Industrial e Logística de Sines, assente num modelo operacional mais resiliente e na integração de origens não convencionais, como a água do mar e a água para reutilização.
Ao nível da qualidade e continuidade do serviço, o Grupo Águas de Portugal destaca a garantia de 99,7% de água segura em alta e 99,5% em baixa. Na transição energética, a autossuficiência energética aumentou para 5,1%, acima dos 4,7% registados em 2024, enquanto a produção de energia renovável cresceu 8,9%.
“Num ano particularmente exigente, reforçámos investimentos para garantir a continuidade e manter os níveis de qualidade e confiança nos serviços essenciais que prestamos”, afirma António Carmona Rodrigues, presidente do Conselho de Administração do Grupo Águas de Portugal.
O responsável sublinha ainda o foco numa abordagem “estruturada e integrada” para a gestão de situações de emergência e crise, com o objetivo de reforçar a resposta do grupo a riscos naturais, tecnológicos, ambientais e cibernéticos.
O ano ficou igualmente marcado por decisões estratégicas relevantes, incluindo a saída da Caixa Geral de Depósitos do capital social da AdP SGPS, que passou a ter como acionista único a Parpública. Destaque ainda para a criação da AdP AQUA, por reconversão da AdP Energias, com o objetivo de desenvolver iniciativas alinhadas com a Estratégia Nacional para a Gestão da Água “Água que Une”.








































