Inundações fazem 17 mortos em França

Inundações fazem 17 mortos em França

Pelo menos 17 pessoas morreram e quatro estão desaparecidas em França, devido às inundações provocadas pelas fortes chuvas que assolaram a região da Côte d’Azur durante a noite de sábado.

Ruas submersas em Cannes, Antibes, Mandelieu-la-Napoule, Villeneuve-Loubet e Nice, estradas cortadas e comboios parados, com centenas de passageiros a bordo, foram outros dos efeitos da intempérie, que deixou sem luz cerca de 35 mil habitações e arrastou vários automóveis para o mar, avança o jornal Público.

O presidente, François Hollande, já manifestou a sua solidariedade e apresentou condolências àqueles que eram próximos das vítimas. Também o primeiro-ministro francês, Manuel Valls, deu conta da sua “profunda emoção” face às terríveis consequências das intempéries e garantiu apoio às famílias enlutadas.

O dilúvio foi “muito violento e concentrado”, disse o perfeito da região dos Alpes Marítimos, Adolphe Colrat.

Em dois dias, a zona litoral recebeu o equivalente de chuva à média normal para todo um mês de outubro, ou seja, 10% da precipitação anual.

Três pessoas idosas morreram afogadas num lar de reformados perto de Antibes. Outras três vítimas foram descobertas dentro da sua viatura em Vallauris-Golfe-Juan. Em Mandelieu-la-Napoule, quatro corpos foram recuperados e outras quatro pessoas foram dadas como desaparecidas. Várias vítimas foram encontradas em garagens dentro dos seus carros.

“Já não tenho nada, a água levou tudo”, contou um habitante que vivia no rés-do-chão de uma casa e que só conseguiu salvar-se trepando para o telhado.

Numa região onde a época alta turística ainda está no seu pleno, mais de 500 pessoas, incluindo muitos britânicos e dinamarqueses, viram-se obrigados a pernoitar nos terminais do aeroporto de Nice. Centenas de passageiros, muitos deles turistas, passaram a noite no interior dos comboios imobilizados nas estações.

O balanço desta intempérie, que muitos descreveram como uma “situação de apocalipse”, é, ainda assim, inferior ao que foi provocado pelas chuvas torrenciais de junho de 2010 naquela região e que causou 25 mortos e perto de mil milhões de euros de prejuízos.