Já saíram cem toneladas de óleo de palma das praias

Já saíram cem toneladas de óleo de palma das praias

Estão concluídas as ações de limpeza do areal das ilhas algarvias da Culatra, Farol e Deserta, depois de uma mancha de espuma branca ter dado à costa, na passada sexta-feira, de quarto ilhas-barreira. Ficam a faltar apenas 3 km para que as autoridades dêem como concluída a limpeza da ilha da Armona, noticia o jornal Público.

Devido à presença de “grandes torrões de óleo” no areal desta ilha, não foi possível terminar a limpeza esta segunda-feira. “Os torrões são muito grandes, o que torna impossível que se faça a remoção mecanicamente”, explicou Rui Nunes Ferreira, capitão do porto de Olhão. As autoridades esperam terminar a limpeza da Armona, com recolha manual, ao final da manhã desta terça-feira. “Esperamos reunir 60 pessoas e por volta da uma da tarde dar as operações como terminadas”, adiantou, acrescentando que esta última acção de limpeza vai incluir esforços das câmaras de Olhão e Faro, juntas de freguesia e a Autoridade Marítima Nacional.

A Armona foi a última das ilhas-barreira a ser limpa e também a ilha onde se encontrava a maior parte do areal contaminado. Nas praias das ilhas da Culatra, Farol e Deserta já não se encontram vestígios da mancha de óleo que chegou a contaminar cerca de 15 quilómetros de praia no total das quatro ilhas algarvias.

Durante a limpeza foram retirados do areal cerca de cem toneladas de produto – peso que incluiu areia -, adiantou Nunes Ferreira. As análises às amostras recolhidas pela Agência Portuguesa do Ambiente permitiram concluir que se trata de óleo de palma, mas é ainda incerta qual a origem do produto. “O inquérito continua em aberto. Temos a suspeita de que tenham vindo de um navio ao largo, na sequência de uma limpeza dos porões ou derrame inadvertido”, acrescentou Nunes Ferreira.