Jardim Zoológico assinala Dia Mundial da Biodiversidade com exposição sobre extinção das espécies

Jardim Zoológico assinala Dia Mundial da Biodiversidade com exposição sobre extinção das espécies

O Jardim Zoológico assinala o Dia Mundial da Biodiversidade com Exposição no Paredão de Cascais. A exposição “Ameaçadas pela Ação do Homem” foi inaugurada no dia 1 de maio e pode ser vista no paredão da Praia da Conceição. No dia 22, e sob forma de comemoração da Biodiversidade, esta exposição ganha vida pela voz de Educadores do Jardim Zoológico que vão, entre as 14h e as 16h, contar as histórias por trás de cada um dos grandes painéis fotográficos, sensibilizando os observadores para a necessidade de conservar as espécies e os seus habitats.

No ano em que comemora 135 anos, o trabalho do Jardim Zoológico para a salvaguarda da biodiversidade foi ainda confirmado pela ‘Species 360’, que reconhece o Zoo como parte integrante do grupo de zoos de 97 países que colaboram, através da partilha de dados sobre as espécies que têm ao seu cuidado. Esta informação possibilita o desenvolvimento de estudos que determinam o sucesso dos programas de conservação e a gestão das espécies ameaçadas. Desde 1992, o Jardim Zoológico registou no ZIMS um total de 12.650 entradas de informações sobre aves, répteis, anfíbios e mamíferos de 822 espécies diferentes.

A falta de informação relevante de mais de 98% das espécies conhecidas das várias classes de animais apresentava-se como um obstáculo à correta tomada de decisão por parte dos investigadores no âmbito da extinção das espécies, apresentando-se a informação do ZIMS como uma ferramenta fundamental neste processo.

De acordo com o relatório da Plataforma Intergovernamental de Políticas Científicas sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistémicos (IPBES) recentemente divulgado, 1.000.000 de espécies está atualmente em perigo de extinção. O Jardim Zoológico contribui diariamente para a conservação das espécies que tem ao seu cuidado, tanto através do trabalho desenvolvido dentro do Jardim Zoológico (ex situ) como através da colaboração em programas que atuam diretamente no habitat natural (in situ). O programa de conservação do Órix-de-cimitarra é um exemplo da importância vital dos parques zoológicos para a sobrevivência das espécies. Esta é uma espécie que está classificada pela IUCN como Extinta na Natureza e que hoje, por ação conjunta dos zoos, partilha de dados, trocas de animais e estabelecimento de populações viáveis e saudáveis fora do habitat natural, tem vindo a ser reintroduzida na sua área de distribuição original.

Todos os anos passam cerca de um milhão de visitantes pelo Jardim Zoológico que são alertados para os problemas existentes no habitat natural das espécies e sensibilizados para a adoção de hábitos diários individuais que, globalmente, permitirão contribuir de forma significativa para a conservação da natureza.

A investigação conduzida por Zoos e Aquários é vital para a compreensão dos componentes da biodiversidade e das suas interações, possibilitando a conservação da tão ameaçada vida animal, e a sustentabilidade do Planeta.