Muitas famílias ainda não sabem que as latas são 100% recicláveis

Muitas famílias ainda não sabem que as latas são 100% recicláveis

Categoria Ambiente, Resíduos

A Valorsul e a Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica Portuguesa, apresentaram, hoje, os resultados de um estudo de mercado sobre os hábitos de separação de embalagens. O universo deste estudo, apoiado pela Sociedade Ponto Verde, foram os 19 municípios da área de intervenção da Valorsul, localizados na Grande Lisboa e Oeste.

Segundo os resultados desta investigação, a distância do ecoponto é um “fator-chave” para os indivíduos que não separam começarem a separar. Um ecoponto mais próximo ou recolhas porta-a-porta parecem ser incentivos bem maiores do que punições ou prémios. Além disso, os separadores afirmam demorar metade do tempo no percurso a pé entre a casa e o ecoponto quando comparados com os não separadores.

A distância do ecoponto também é determinante para os indivíduos que já separam passarem a separar mais quantidades. Quem afirma separar “quase nenhum” papel/cartão e plástico/metal está duas vezes mais longe do ecoponto do que quem diz que separa “quase todo” esse material.

De realçar, ainda, que a percentagem de separação de latas de conserva e outras embalagens metálicas é muito baixa quando comparada com outros materiais. O estudo revela que há ainda muitas famílias que não sabem que as latas são 100% recicláveis e que devem ser colocadas no contentor “Amarelo”.

Se no estudo, a grande maioria dos inquiridos afirma já ter hábitos de separação das embalagens, a verdade é que os dados de receção, nos dois centros de triagem da Valorsul, evidenciam outra realidade, “porque as pessoas não separam tudo, não separam sempre nem separam em todo o lado”. Na prática, estão a ser separadas “apenas 43% das embalagens de vidro, 21% do papel/cartão e 10% das embalagens de plástico, metal e pacotes de bebida”.

No ano 2014, na área da Valorsul, foram enviados para reciclar 40kg de resíduos por habitante. As metas da União Europeia colocam a fasquia ainda mais alto, com a região a ter de atingir os 49 kg por habitante em 2020. A estratégia de crescimento passará por diversas medidas descritas no Plano de Ação da Valorsul para o cumprimento do Plano Estratégico para os Resíduos Urbanos.