Nestlé defende introdução de limites às emissões de CO2 nos veículos pesados

Nestlé defende introdução de limites às emissões de CO2 nos veículos pesados

Para ajudar a União Europeia a cumprir as metas estabelecidas no Acordo de Paris (reduzir as emissões de dióxido de carbono em 40% até 2030) um grupo de 19 empresas e associações não-governamentais apela à implementação de limites padrão para o consumo de combustível dos novos veículos pesados.

Na carta endereçada ao presidente da União Europeia, Jean- Claude Juncker, as empresas e associações signatárias, entre as quais se encontra a Nestlé, declaram estar conscientes da sua responsabilidade e dispostas a intensificar o seu compromisso de redução de emissões de CO2. Neste contexto, a Nestlé adianta que até 2020 reduzirá em mais 10% o consumo de combustível e emissões de dióxido de carbono, quando comparado com os níveis de 2014.

Mas, não obstante o esforço que possa vir a ser realizado a nível de cada entidade, as metas não serão alcançadas sem serem definidos novos padrões a nível europeu para o consumo de combustível e emissão de CO2 dos novos pesados. Apesar do progresso alcançado ao nível das emissões poluentes (graças aos EURO-standards), o consumo de combustível dos veículos pesados permanece estável há quase duas décadas e os já estabelecidos procedimentos de teste e monitorização de emissões não são suficientes para criar uma frota ambientalmente sustentável.

O transporte rodoviário é atualmente responsável por um quinto das emissões de carbono da Europa e, apesar dos camiões e reboques representarem menos de 5% dos veículos em circulação, são os responsáveis por 25% do consumo de combustível e das emissões de dióxido carbono.

Para Bart Vandewaetere, responsável da Nestlé para os assuntos europeus, “aumentar a eficiência combustível dos camiões vai dar à indústria dos transportes o impulso necessário para reduzir ainda mais as emissões globais de CO2”.

Esta poupança de combustível permitirá aos consumidores e às empresas diminuir as ameaças económicas e de segurança que a dependência do petróleo e a volatilidade dos preços representam. Para além de ajudar os fabricantes e fornecedores europeus a estimularem a investigação, desenvolvimento e produção de veículos mais eficientes.

Composto pela Nestlé, IKEA, Mercadona, Quercus, DB Schenker, Philips, aeroporto de Heathrow, Antram, ANTP, entre outros, o grupo signatário reforça ainda que a Europa deveria seguir os exemplos do Japão, China e principalmente dos Estados Unidos, que têm introduzido com sucesso regulamentação ao nível da economia de combustível de pesados.