No Dia Mundial do Ambiente, Lisboa volta a querer demonstrar porque é a Capital Verde Europeia

No Dia Mundial do Ambiente, Lisboa volta a querer demonstrar porque é a Capital Verde Europeia

Uma nova estação de hidrogénio para abastecimento urbano, utilização de águas de nascente para os lisboetas, novos festivais e conferências ou uma série de jardins a serem construídos até 2021. Estas são algumas das novidades do Lisboa Capital Verde 2020. A pandemia da Covid-19 afetou as celebrações, mas não as terminou, e a autarquia apresentou a nova programação a ocorrer até ao fim do ano, revela a agência Lusa.

As celebrações que tiveram início em janeiro antecipavam um ano repleto de atividades entre a celebração e a atuação cívica para Lisboa, tendo sempre como elo comum a sustentabilidade ecológica e uma sociedade mais “verde”. Os planos, entretanto, tiveram de ser alterados, dados os impactos da pandemia da Covid-19. O confinamento levou muitas atividades que já tinham sido planeadas para estes passados meses a serem canceladas e outras tantas marcadas até ao final do ano a serem tidas como inviáveis dadas as medidas de saúde pública atualmente em vigor.

Lisboa, no entanto, não deixou de ser Capital Verde Europeia para 2020, e a autarquia repensou a programação que tinha marcado, apresentando um novo plano hoje de manhã na Estufa Fria, no Parque Eduardo VII. As novas iniciativas foram anunciadas por um dos obreiros do Lisboa Capital Verde Europeia 2020, José Sá Fernandes, vereador das áreas da Estrutura Verde e Energia do município,

Conferências, exposições e festivais
“Vamos ter conferências, obviamente, menos do que estávamos a pensar. Vamos ter vários eventos, menos do que estávamos a pensar, mas vamos continuar com as obras, vamos continuar com as iniciativas, vamos procurar informar da melhor maneira possível os cidadãos”, disse o vereador, defendendo que Lisboa “fica sempre a perder, mas ganha-se noutras coisas”.

Sá Fernandes recordou que as “três das maiores conferências” já não ocorrerão, mas adiantou que haverá “uma grande conferência sobre a saúde pública e sobre a poluição atmosférica, na Culturgest”, chamada “Qualidade de Vida na Cidade: Saúde Pública, Poluição Atmosférica”, a ocorrer a 3 de novembro. Já o “Planetiers World Gathering”, descrito como o “maior evento de inovação sustentável do mundo”, foi remarcado para as datas de 21 a 24 de outubro.

Estão também previstas “várias conferências na Academia das Ciências” — como os “Prémios Capital Europeia”, a 7 e 8 de outubro, e a “Sustainable Fashion Business Lisboa 2020”, no dia 23 do mesmo mês — e a conferência de Abertura da Semana Verde, que costuma acontecer em Bruxelas e que aconteceria este mês em Lisboa, realizar-se-á a 19 de outubro na Fundação Calouste Gulbenkian.

Vão ser ainda marcadas conversas com o título “Lisboa, que paisagem é esta?” no Centro Cultural de Belém. Mediadas pela investigadora Aurora Carapinha, no dia 12 de setembro vão haver trocas de ideias entre A. M. Galopim de Carvalho e Luís Paulo Faria Ribeiro e entre José Pedro Serra e António Bagão Félix; já a 26 de setembro são chamados a Belém Pedro Mexia e Aquilino Machado, assim como Tiago Pereira e Ana Moy.