Oracle: No processo de transformação é preciso ir além do chamado “lean and green”

Oracle: No processo de transformação é preciso ir além do chamado “lean and green”

Comprometida com a responsabilidade social e ambiental desde a sua fundação, a Oracle tem a sustentabilidade no centro das operações comerciais, desde a gestão da utilização dos recursos naturais, passando pela garantia de práticas responsáveis por parte da cadeia de abastecimento, até à construção de uma economia mais circular. Conhecida pelo seu sistema de gestão de bases de dados (Oracle Database) e pelas suas aplicações de negócio, a empresa está fortemente empenhada em responder às necessidades dos seus clientes, incluindo ajudá-los a utilizarem as TI para responderem aos desafios ambientais.

Tendo em conta as necessidades do negócio e dos clientes, bem como o empenho em minimizar os impactos ambientais negativos, João Borrego, solutions engenieering director da Oracle Portugal, assegura, em entrevista à Ambiente Magazine, que a empresa mantém as instalações em todo o mundo, gere as operações comerciais e desenvolve os produtos de forma responsável. De forma a responder aos impactos ambientais, como o “consumo de energia dos produtos de hardware” que desenvolve e comercializa, o “destino desses produtos no final da sua vida útil”, a “gestão da cadeia de abastecimento e fornecedores”, as “viagens de negócios” e o “consumo dos recursos naturais” a empresa tem em marcha uma política ambiental ativa onde engloba colaboradores, clientes, revendedores e fornecedores. De acordo com o responsável, faz parte desta política ações como a “participação nos esforços para melhorar a proteção do ambiente e a partilha de conhecimentos, de métodos e de práticas de trabalho mais adequados”, a “monitorização e melhoria contínua do desempenho para ajudar a proteger o ambiente, incluindo a prevenção da poluição”, a “gestão do consumo de energia, água, papel e outros recursos”, a “identificação de oportunidades para desviar, minimizar, reutilizar e reciclar o nosso fluxo de resíduos”, a “incorporação de preocupações ambientais nos processos de aquisição”, a “promoção e a adoção de opções alternativas e mais sustentáveis de transporte de passageiros”, ou o “compromisso de cumprir as leis e regulamentos ambientais aplicáveis”. Para alcançar resultados, a empresa desenvolve e monitoriza os objetivos ambientais a curto e longo prazo, através do Environmental Steering Committee (“ESC”), que é responsável pela implementação e supervisão desta política: “O ESC, composto por colaboradores seniores das várias unidades de negócio, reúne-se regularmente para rever o progresso e a posição da empresa em questões ambientais e faz recomendações relacionadas com esta política e outras iniciativas ambientais”, refere.

Questionado sobre as ações que a empresa tem desenvolvido, João Borrego destaca que todas as iniciativas, com particular ênfase na última década, têm em vista a “redução de emissões de CO2 à escala global”, a “mudança do consumo de energia para fontes renováveis”, o “desvio de resíduos dos aterros” e a “redução do consumo de água potável”. Este ano, em particular, a empresa está empenhada em concretizar a mudança do consumo total de energia para fontes renováveis: “Atualmente as regiões europeias da cloud da Oracle e 51 dos nossos escritórios em todo o mundo já são totalmente alimentados com energias renováveis”. Aliás, a empresa já opera uma “cloud” que é “energeticamente eficiente” e que se apoia nos “princípios da economia circular”, precisa.

Já sobre objetivos, o responsável lembra que a Oracle traçou como meta a “redução de 26% nas emissões poluentes entre 2015 e 2025”, e em 2019, “reduziu já estas emissões em 20%”. Já no que diz respeito ao consumo de água potável, a empresa estabeleceu a meta de “reduzir até 33% o uso de água potável por metro quadrado entre 2015 e 2025”, sendo que, em 2019, já tinha alcançado uma “redução de 14%”. Atualmente, está em curso uma iniciativa, já anunciada, que tem como objetivo que o consumo total de energia em todo o mundo passe a ser 100% assente em energias renováveis até 2025, quer nas instalações, quer na cloud. Esta meta inclui, entre várias prioridades, a “reciclagem de hardware”, a “redução de resíduos” as “compras responsáveis” e o “clean cloud”. Neste último, tal como explica o responsável, a empresa mantém o objetivo dos “data centres” adotarem o consumo exclusivo de energia renovável em todas as regiões da sua Oracle Cloud Next Generation até 2025.

Processos de transformação têm de ser transversais a toda a organização

Transformar o tema da sustentabilidade numa das principais prioridades para as empresas em todo o mundo e concretizar as mudanças necessárias para que as empresas, os negócios e as economias se transformem para ser mais sustentáveis são vistos, pelo responsável, como os maiores desafios atuais: “O futuro da vida no nosso planeta depende profundamente deste objetivo e a Oracle está fortemente empenhada em ajudar a concretizar estas metas, que as TI e as melhores práticas podem facilitar e impulsionar amplamente”. Já do ponto de vista da economia e das empresas, João Borrego atenta na importância de se garantir que a transformação permita que as empresas sejam mais sustentáveis, enquanto mantêm, ou até mesmo aumentem, os seus níveis de desempenho, de eficiência, de produtividade e de rentabilidade: “E as TI podem facilitar significativamente este processo”. Por outro lado, atenta o responsável, é importante ter presente que no processo de transformação é preciso ir além do chamado “lean and green” (reduzir, reutilizar e reciclar): “É imperioso adotar uma abordagem mais abrangente que passe por redesenhar, recuperar e recondicionar todos materiais e os produtos existentes”. O facto da maioria das empresas estarem focadas no tema das “emissões diretas para alcançar os seus objetivos de neutralidade carbónica” leva o responsável a alertar para as conclusões dos recentes estudos: “A maior componente das suas pegadas ambientais advém das emissões indiretas que são diretamente produzidas por si ou pelas suas respetivas cadeias de valor”.  Desta forma, a  “tecnologia” e os “dados” são vitais para garantir a eficácia do esforço de desenvolvimento sustentável do tecido empresarial em todo o mundo: “Os investimentos em tecnologias digitais por parte das empresas para desenvolverem iniciativas e produtos e soluções mais sustentáveis está a aumentar consideravelmente, mas além da tecnologia é preciso garantir que os processos de transformação são transversais a toda a organização, envolvem chefias e colaboradores, parceiros e fornecedores, sem exceção”.

O trabalho que tem vindo a desenvolver bem como o empenho em prol das questões da defesa do ambiente a da sustentabilidade já tem dado à empresa vários reconhecimentos a nível global: o Corporate Responsibility Magazine’s 100 Best Corporate Citizens 2019 pelo excelente desempenho ambiental, social e de governação; o Manufacturing Leadership Awards 2019 na categoria de liderança em sustentabilidade; e a Medalha de Ouro do 2020 EcoVadis CSR Assessment, que posicionou a empresa no top dos 5% de empresas em todo o mundo que se responsabilizam pela sustentabilidade dos seus fornecedores.

Quais as perspetivas para o futuro?

A adoção do consumo de energia renovável é um passo muito importante para se alcançar um futuro mais sustentável. A Oracle continuará a promover todos os esforços para proteger o meio ambiente e para oferecer aos seus clientes tecnologias que lhes permitam reduzir as suas emissões de carbono. Este novo objetivo, de passarmos a consumir só energia renovável, reflete os valores que partilhamos com os nossos clientes, parceiros e investidores.

A Oracle está a ajudar um amplo leque de clientes em todo o mundo com soluções que apoiam e impulsionam as suas iniciativas de sustentabilidade. Quer se trate da gestão de riscos e desempenho, de operações empresariais, de infraestruturas de TI ou da utilização de tecnologias emergentes.  Muitos destes clientes são vencedores do Prémio de Inovação de Sustentabilidade da Oracle.

A empresa apoia também os seus colaboradores para que estes se tornem em bons gestores do planeta e construam comunidades sustentáveis mais fortes, e reconhece aqueles que lideram e corporizam esta mudança.

Com mais de 430 mil clientes – incluindo as 100 maiores empresas do mundo, Fortune 100 – e implementações em vários setores de atividade em mais de 175 países, a Oracle fornece tecnologia desde hardware às aplicações de negócio (CRM, ERP, RH, Supply Chain, etc..), bem como serviços especializados, nas mais variadas indústrias, promovendo preferencialmente a utilização dos seus datacenters numa abordagem Cloud.

Cristiana Macedo