ONU quer empresas e cidadãos a apresentarem projetos para reduzir a pegada ambiental

ONU quer empresas e cidadãos a apresentarem projetos para reduzir a pegada ambiental

A Organização das Nações Unidas (ONU) está a apelar as empresas e os cidadãos a reduzirem as suas pegadas ambientais, com o lançamento de uma nova iniciativa, a “Go Climate Neutral Now”.

Numa altura em que o planeta está quase a ultrapassar o limite de aquecimento médio de dois graus necessário para evitar uma mudança climática catastrófica, a ONU considera que, para além de uma intervenção do Governo, é necessária uma ação voluntária “para que se possa evitar as piores consequências das alterações climáticas”.

A iniciativa inclui uma nova plataforma on-line na qual qualquer pessoa poderá apresentar um projeto que contribua para o desenvolvimento sustentável no mundo, bem como para a redução de emissões de C02.

Segundo Christiana Figueres, secretária executiva do quadro da Convenção das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, “a neutralidade climática é uma visão de longo prazo que pretendemos para este século e terá de ser apoiada pela ciência”. “O acordo que vai ser assinado em Paris, em dezembro, na COP21, vai exigir ações de governos e indivíduos e tem de ser um trampolim para o futuro”, acrescentou.

A propósito deste projeto da ONU, Rob Bernard, chefe estrategista ambiental da Microsoft Corporation, também manifestou a sua opinião: “A Microsoft acredita que as empresas, e em particular as empresas de tecnologia da informação,  têm um papel importante a desempenhar na redução das emissões de carbono. Em 2012, esta crença levou a nossa empresa a definir uma meta ambiciosa para ter 100% de carbono neutro. Temos conseguido isso, aumentando a eficiência, investindo em energias renováveis ​​e financiando um programa de compensação de carbono”. “Estamos a apoiar a Climate Neutral Now porque acreditamos no poder da responsabilização e testemunhamos a natureza transformadora de projetos de compensação de carbono e desenvolvimento sustentável das comunidades, particularmente em países emergentes”, concluiu.