Os combustíveis são simples, mas os preços estão no topo da Europa

Os combustíveis são simples, mas os preços estão no topo da Europa

Categoria Ambiente, Energia

Os combustíveis simples já existiam mas há um ano generalizaram-se. Passaram, por lei, a ser obrigatórios na totalidade dos postos de abastecimento. Uma medida que não agradou a todos, nem mesmo aos consumidores. Primeiro estranharam, mas a resistência está a diminuir. Os valores mais baixos de venda ajudaram a entranhar estes produtos no dia-a-dia dos condutores. Mas, apesar da poupança, os preços em Portugal continuam a estar no topo da Europa, indica o Negócios de hoje.

Foi a 17 de abril que os potos passaram a ter de oferecer estes combustíveis simples, para grande desagrado das petrolíferas. A legislação é “desnecessária, inútil, penalizadora para os operadores de bandeira”, refere António Comprido, secretário-geral da Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas. Em vez de haver apenas estes produtos nos postos das superfícies comerciais, passou a haver em todos.

O preço de venda inferior terá permitido uma poupança de “2,6 cêntimos em média por litro”, diz o presidente da Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis. Isto num ano marcado por uma queda acentuada dos valores de venda dos combustíveis fruto dos mínimos do petróleo, mas que mesmo assim não permitiu tirar o país de um nível de preços de venda ao público que está entre os mais elevados no contexto europeu.

Portugal rivaliza no top com Itália, Reino Unido, mas também com países bem mais ricos como a Finlândia e a Suécia. Isto porque, apesar da descida registada com os simples, seja pelo facto de serem só por si mais baratos devido à menor percentagem de aditivos, seja pela maior concorrência gerada, a fiscalidade sobre os combustíveis disparou.

o Orçamento do Estado elevou em seis cêntimos o ISP (Imposto sobre Produtos Petrolíferos), o que fez disparar em quase 7,5 cêntimos o valor dos combustíveis. E fez Portugal galgar ainda mais posições no ranking. Se há um ano Portugal tinha a sétima gasolina mais cara da Europa, agora tem a quarta (com os impostos a pesarem 67% do total), já no gasóleo passou de 13º para 6º, com valores médios de venda de 1,11 euros por litro.