Pacto Português para os Plásticos: Por uma economia circular onde não existam resíduos de plástico

Pacto Português para os Plásticos: Por uma economia circular onde não existam resíduos de plástico

Desde ontem, 4 de fevereiro, o país passa a contar com um Pacto Português para os Plásticos, iniciativa liderada pela Smart Waste Portugal com o apoio do Governo português, assinado até agora por um conjunto de 55 entidades de “toda a cadeia de valor dos plásticos” – desde associações gestoras, entidades governativas, universidades, empresas e retalhistas – com o objetivo de ‘construir’ uma economia circular para os plásticos em Portugal.

A Ambiente Magazine esteve presente no lançamento do Pacto, à margem do qual o presidente da direção da Smart Waste Portugal, Aires Pereira, explicava que: “Queremos construir uma economia onde não existam resíduos de plástico. O que hoje chamamos resíduo, ou simplesmente lixo, será amanhã um recurso precioso.”

Segundo o próprio, em 2018 o plástico registava uma produção à escala global de 360 milhões de toneladas e “apenas uma parte é reciclada”. Aires Pereira não “descarta” que “os plásticos são muito importantes para garantir a nossa qualidade de vida” mas é preciso “mudar a maneira como o utilizamos, para uma forma responsável, sustentável e circular”.

O ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, congratulou a iniciativa garantindo que este Compromisso “não é nada menos importante que a determinação política” e que, embora não fale ainda “da necessidade de reduzir o consumo do plástico” todos temos que entender que “a vontade política não pode deixar de fora a redução”.

Metas do Pacto Português para os Plásticos (até 2025)

– Definir, até 2020, uma listagem de plásticos de uso único considerados problemáticos ou desnecessários e medidas para a sua eliminação até 2025, através do redesenho, inovação ou modelos de entrega alternativos (reutilização);

– Que todas as embalagens de plástico (100%) sejam reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis;

– Que 70%, ou mais, das embalagens plásticas sejam recicladas, através do aumento da recolha e da própria reciclagem;

– Incorporar, em média, 30% de plástico reciclado nas novas embalagens de plástico;

– Promover atividades de sensibilização e educação aos consumidores (atuais e futuros) para a utilização circular dos plásticos.

O Pacto Português para os Plásticos integra uma rede global de Pactos nacionais para os Plásticos, coordenada pela Fundação Ellen MacArthur. Torna-se assim o 6.º Pacto para os Plásticos do Mundo e é o 1.º a traçar uma meta de sensibilização e a integrar autarquias.

Os interessados em juntar-se a este Compromisso têm oportunidade de o fazer até ao fim do mês de fevereiro, através do pactoplasticos@smartwasteportugal.com.

Membros Efetivos 

AGI – Augusto Guimarães & Irmão; AVE – Gestão Ambiental e Valorização Energética; Cascais Ambiente; Coca Cola; Colgate Palmolive; Delta Cafés; Ecoibéria – Reciclados Ibéricos; Eletrão; Ernesto São Simão; Euro Separadora – Gestão de Resíduos; Evertis Ibérica; Intraplás – Indústria Transformadora de Plásticos; Jerónimo Martins; Lidl & Companhia; Lipor; Nestlé; Novo Verde; Ovo Solutions – Soluções Ambientais; Silvex Indústria de Plásticos e Papeis; Sirplaste – Sociedade Industrial de Recuperados de Plástico; Sociedade Ponto Verde; Sonae; Trivalor; Unilever FIMA e Veolia.

Rita Inácio