PAN Lisboa apresenta carta de recomendação para criação de corredores e abrigos para abelhas

PAN Lisboa apresenta carta de recomendação para criação de corredores e abrigos para abelhas

O Grupo Municipal do PAN apresentou esta terça-feira na Assembleia Municipal de Lisboa, uma recomendação para a “criação de corredores e abrigos para abelhas e outros insetos polinizadores”, pode ler-se numa nota enviada à imprensa.

Segundo o Partido esta recomendação visa “definir um plano de zonas que poderão acolher os abrigos e corredores para estes insetos, tais como hortas comunitárias, jardins ou parques, e posterior implantação de estruturas com várias cavidades que sirvam de abrigo seguro de várias espécies de abelhas”.

Para a deputada municipal, Inês de Sousa Real “o desaparecimento dos insetos polinizadores, como as abelhas, nomeadamente devido ao uso de pesticidas ou aos efeitos das alterações climáticas, têm um impacto muito grave na sobrevivência das outras espécies e do planeta. As cidades têm aqui um papel fundamental na criação de canais de polinização. Para além de jardins e parques, existem os terraços e fachadas verdes que se têm revelado novos habitats para estas espécies”.

Na recomendação, o Grupo Municipal do PAN propõem o “cultivo de espécies de flores e plantas autóctones atrativas para estes insetos”, contribuindo para o “aumento das suas colónias, um estudo que permita a criação de corredores para abelhas no município, a elaboração de uma campanha de sensibilização para a importância dos insetos polinizadores na biodiversidade e uma estratégia local para a proteção destes insetos, que inclua a não utilização de pesticidas nocivos”.

Nesta proposta, o Partido refere a importância da preservação da biodiversidade e da proteção da natureza e o papel fundamental que os insetos têm no ecossistema terrestre, uma vez que agem como polinizadores e providenciam uma base alimentar para várias outras espécies.

A importância das abelhas chegou a ser “evidenciada” pela Royal Geographical Society de Londres que as considerou “seres vivos insubstituíveis”, refere o mesmo comunicado.