Pandemia reforça “importância” e “prioridade” de uma agenda verde, reconhece Fernando Medina

Pandemia reforça “importância” e “prioridade” de uma agenda verde, reconhece Fernando Medina

O presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, reiterou esta segunda-feira que a pandemia de covid-19 reforça “de forma ainda mais clara” a importância de uma agenda verde, que tem de ser “executada de forma mais rápida”, noticiou a agência Lusa.

“O combate às alterações climáticas já era antes da pandemia o principal desafio com que a humanidade se confrontava. Já era e não deixou de ser. E a pandemia, do ponto de vista estrutural, reforça essa mesma prioridade e veio mostrar-nos de forma ainda mais clara a importância desta agenda verde”, defendeu o chefe do executivo municipal.

Fernando Medina (PS) falava à agência Lusa na Fundação Calouste Gulbenkian, onde decorre, durante todo o dia, a sessão de abertura da Semana Verde Europeia, que se estende até quinta-feira com diversos eventos ‘online’.

Salientando que “os impactos da pandemia foram mais severos em sítios e em locais em que os sistemas respiratórios das pessoas estavam mais fragilizados ou eram historicamente mais frágeis devido aos elevados índices de poluição”, o autarca defendeu a necessidade de “ter uma agenda verde mais forte, mais eficaz e executada de forma mais rápida”.

“Nós, humanos, hoje sabemos que não tivemos uma palavra a dizer sobre a forma como a pandemia nos invadiu o quotidiano, mas temos uma palavra muito importante a dizer sobre como é que coletivamente vamos sair deste período”, vincou.

O presidente da Câmara de Lisboa destacou também a importância de áreas como os transportes, habitação e espaços verdes, referindo que o seu executivo está a trabalhar “para atingir os objetivos em matéria de neutralidade carbónica”.

A Semana Verde Europeia, promovida anualmente pela União Europeia, é este ano organizada por Lisboa, a cidade distinguida com a galardão Capital Verde Europeia 2020.

A sessão de abertura da Semana Verde Europeia contou ainda com os discursos do administrador da Fundação Calouste Gulbenkian, Carlos Moedas, da comissária Europeia para a Coesão e Reformas, Elisa Ferreira, do comissário Europeu para o Ambiente, Oceanos e Pescas, Virginijus Sinkevicius, e do ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Matos Fernandes.

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