Partido Ecologista vai “trabalhar afincadamente” pela continuidade

Partido Ecologista vai “trabalhar afincadamente” pela continuidade

A líder parlamentar do Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV) afirmou que vão “trabalhar afincadamente” pela continuidade da atual solução governativa e aprovação do Orçamento do Estado para 2019 (OE2019), refere a Lusa.
“’Os Verdes’ vão trabalhar afincadamente para um orçamento, com propostas concretas, que tenha uma linha de continuidade na reposição de rendimentos, na melhoria da qualidade de vida das pessoas e um desenvolvimento mais harmonioso do país”, disse Heloísa Apolónia, após o encontro formal com o primeiro-ministro, António Costa, com vista às negociações orçamentais.

A reunião entre Governo e PEV, que durou cerca de hora e meia, decorreu nas instalações provisórias do chefe do executivo do Terreiro do Paço, enquanto a residência oficial de São Bento está em remodelação.

“Esta foi uma primeira reunião, com o primeiro-ministro, e agora vamos ter, a partir daqui, várias reuniões setoriais e avançar com trabalho concreto”, afirmou a deputada ecologista, recusando adiantar outros pormenores ou matérias abordadas.

Já na véspera tinha sido a vez da comitiva comunista, liderada pelo secretário-geral, Jerónimo de Sousa, em encontro com o chefe do Governo, depois de a líder do BE, Catarina Martins, ter sido recebida há 15 dias, à semelhança do passado, embora continuem a realizar-se, a um ritmo quase semanal, reuniões bilaterais no parlamento.

“Contarão com ‘Os Verdes’ para que o orçamento possa dar respostas concretas aos problemas da vida e com que as pessoas se confrontam. É para isso que ‘Os Verdes’ vão trabalhar”, prometeu Heloísa Apolónia.

A dirigente do PEV sublinhou que “o resto, dependerá também do Governo e das negociações que se fizerem e das propostas que se apresentarem”, acrescentando “acreditar” numa solução e consequente aprovação do documento até outubro.

O PEV é um dos três partidos, juntamente com BE e PCP, que assinou posições conjuntas com o PS permitindo, em novembro de 2015, demissão do executivo PSD/CDS-PP, liderado por Passos Coelho, e a viabilização do Governo minoritário socialista.