Pedro Siza Vieira e João Galamba investigados por causa do hidrogénio verde

Pedro Siza Vieira e João Galamba investigados por causa do hidrogénio verde

O ministro da Economia e o secretário de Estado da Energia estão a ser investigados por causa de um projeto de hidrogénio verde em Sines, num inquérito que, segundo a Procuradoria Geral da República, não tem arguidos constituídos, avança a agência Lusa.

Segundo escreve a revista Sábado, o ministro Pedro Siza Viera e o secretário de Estado João Galamba estão a ser investigados num processo que averigua “indícios de tráfico de influências e de corrupção, entre outros crimes económico-financeiros”. A Sábado diz ainda que os governantes “são suspeitos de favorecimento do consórcio EDP/Galp/REN no milionário projeto do hidrogénio verde para Sines”.

Pedro Siza Vieira e João Galamba “estão sob apertada vigilância das autoridades judiciais e policiais porque fazem parte do grupo de alvos principais num inquérito-crime que averigua indícios de tráfico de influência e corrupção, entre outros crimes económico-financeiros”, acrescenta a revista.

A publicação escreve ainda que a investigação criminal terá nascido de “uma denúncia canalizado no ano passado ao MP [Ministério Público], que alertava essencialmente para suspeitas de favorecimento de grupos empresariais naquele que é seguramente o maior investimento financeiro público lançado pelos dois governos liderados por António Costa: o plano nacional do hidrogénio”.

Questionada pela Lusa, a PGR apenas confirmou a existência de um inquérito a correr termos no Departamento Central de Investigação e Ação Penal, ainda sem arguidos constituídos. “Confirma-se apenas a existência de um inquérito a correr termos no DCIAP. O mesmo encontra-se em investigação, não tem arguidos constituídos e está em segredo de justiça”, indica a PGR.

A Lusa contactou tanto o Ministério da Economia como o do Ambiente que disseram que ambos os governantes desconhecem a existência de qualquer investigação. A mesma resposta foi dada à Lusa pela Galp e pela EDP e aguarda uma resposta da REN.